Velhinho

É chegado o Natal mais uma vez.

Todo ano a combinação das luzes e dos cheiros me faz lembrar a velha história do velhinho que entrava pela janela com um saco de presentes.

Quando criança, tive certeza de ter encontrado o tal velhinho de roupa vermelha após a ceia de Natal, a memória é muito viva, lembro de seu rosto e dos seus passos dentro de casa.

Me causa uma sensação no peito ao lembrar, de encontrá-lo ali parado e sorrindo, por trás da árvore de Natal, com a barba torta no rosto e um saco nas mãos.

O velho não era tão velho assim, 
e não eram presentes que ele deixava.

Na verdade, ele levava naquele saco,
presentes e crianças.