O Vento

Eu ouvia o vento e ele me ouvia.

Disso eu tinha certeza. O velho diz que

a magia só vem quando conhecemos nossa própria verdade, então eu colocaria a minha à prova.

Olhei para baixo e vi as pedras afiadas por anos de dedicação das águas

do Mar da Noite. Dei um passo em direção à beira do penhasco e sussurrei para o vento:

Ouça-me agora! E pulei.

De repente, o velho estava ao meu lado, as mãos enrugadas segurando as minhas no ar.

“Você ouve o vento aprendiz, é por isso que eu sempre sopro de volta quando você pede.”.

“Você?” Eu perguntei.

“Não deveria estar tão surpresa. Quantos anos achou que teria o próprio vento?”