O Relógio

Tenho sempre o mesmo sonho. Nele caminho para a frente do meu grande relógio de madeira, que fica em minha sala de estar, próximo a entrada. Paro, descalça, em frente a ele, e fico observando os ponteiros. Eles sempre estão marcando 1 da manhã.

Veja, o curioso deste sonho é que não consigo mover minha cabeça para longe do relógio e nem mesmo o olhar para longe dos ponteiros, que ao longo de todo o sonho, continuam marcando o mesmo horário.

Desperto apenas quando sinto algo passando pela minha nuca, algo úmido, com textura estranha. Não consigo olhar para trás para testemunhar quem (ou o quê) está atrás de mim, mas tenho certeza de que hoje, quando acordei, minha nuca estava com marcas de ventosas e totalmente ensopada de água do mar.