Honra

A fumaça subia pelo fino cano da minha pistola.O cheiro forte da pólvora queimava e aquecia meus pulmões.
Era amargo, mas ao mesmo tempo, saboroso. Fazendo meu amarelado sorriso surgir.

Eu tremia com a adrenalina, que aos poucos ia tomando conta do meu corpo.

A cerveja escorria dos barris e dançava pelo chão da taverna, lentamente se misturando com o vermelho sangue dos corpos perfurados e já sem vida.

Quatro balas. Quatro homens ainda de pé. O nervosismo aumentava o sorriso.

"Que se foda" - foi o pensamento que me fez levantar.

A primeira bala perfurou o ombro.
A segunda e a terceira rasgaram o peito. A quarta se perdeu em algum outro lugar.

Minhas quatro balas, no entanto, continuaram no tambor. Meu sangue se juntou também a cerveja, e a tremedeira enfim parou.
Mas o amarelado sorriso não saiu do meu rosto.