Ajudante

Ouviu pequenos passos se aproximando e mesmo tendo apanhado, Rancor estava pronto para outra briga.

-Apareça logo de uma vez!

Uma ratinha branca surgiu, despertando uma vaga familiaridade.

-Não é perigoso uma ratinha ficar por aí nessa hora da noite?

-Não me importo.

Abocanhou o cadeado e começou a trabalhar com destreza.

-De onde você surgiu, algodãozinho?

O cadeado abriu, depois foi a focinheira. Estava livre.

-Você salvou minha mãe de ser morta há um mês, e agora estou salvando você, Rancor.

Passou a pata pela cicatriz do focinho.

- Como poderia esquecer? Agradeceu.

-E não é algodãozinho, Luluzinho. Minha graça é Ricota.

Seguiu sua nova ajudante para fora do canil. Naqueles tempos era bom ter alguém com quem contar, mesmo sendo Rancor, o vira-lata caramelo.