Caso Assassino do Anelar

Documentação do caso aberto pelo Departamento de Investigações Criminais Especiais

Informações sobre o caso

O Assassino do Anelar está agindo cada vez mais rápido e o tempo está cobrando muito caro dos investigadores encarregados desse caso. Eles vão precisar acionar toda a Seção de Homicídios, e você — sim, você! — está sendo convocado para se unir a essa força tarefa.

Siga o rastro de migalhas deixados por nossa Doce Nina e descubra quem está por trás dessas atrocidades.

Nesta empreitada, suas escolhas farão toda a diferença para encontrar o Assassino do Anelar. Para isso, você poderá acompanhar a investigação de um dos quatro responsáveis pelo caso: Adriano, Pereira, Saraiva ou Dimas.

Lembre-se todos são suspeitos e nada é o que parece. Ouça testemunhas, interrogue suspeitos e preste atenção nas migalhas deixadas no caminho.

Mídia

A Mídia tem comunicado sobre novas vítimas do assassino do Anelar. Até o momento tivemos 3 vítimas e algumas poucas pisrtas sobre quem deve ser oautor destes crimes.

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Bilhetes encontrados com as vítimas do caso.
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Documentos

O Departamento de Investigações Especiais segue com as perícias e até o momento temos as seguintes informações.

Nina

Caso investigado pelo Delegado Mendes.

Arquivo do caso nina

Suspense
Adolfo
mini conto
I.

Nem os olhos roxos conseguiam retirar o sorriso simpático, enquanto ela oferecia seus biscoitinhos para toda a delegacia.

O delegado chamou-a em sua sala.

- Dona Nina, conte novamente seu incidente, por favor.

II.

- Pois bem. Dos maridos que tive, Adolfo até foi um dos bons, mas se fosse contrariado, era em mim que descontava sua frustração.

- Sempre foi ou hoje foi a gota d'água?

- Ele era bem previsível, sabe? Mas aí...

III.

- Mas aí...?

Um brilho no olhar daquela senhora ligou o alerta na cabeça dele.

- Não admito palavrão em minha casa, senhor. Ele me chamou de puta! Enfiei minha melhor faca nas costas dele.

Dona Nina sorriu.

IV.

Ele recebeu uma mensagem no celular: "Achamos mais 'coisas' na casa da senhora."

- Aceita outro biscoitinho enquanto lhe conto minha sina de viúva?

V.
Suspense
Alfredo
mini conto
I.

Calma, Dona Nina falava com o delegado, enquanto este devorava seu biscoitinho.

- Alfredo foi meu primeiro marido. Desatento ao extremo. Passei os primeiros anos me devotando a ele.

No celular do delegado, mensagens surgiam.

II.

"Ela tem um porão! Parece o asilo de 'Jogos Mortais'. Quem mais morava com eles?"

Doce, ela falava:

- Aí, você tem uma iluminação. Ele me trocava pelos amigos e o futebol. - Que espécie de homem faz isso? Um dia, passei as roupas dele e preparei o café.

III.

- Até pão quente com manteiga fiz. Mal-humorado, não disse nem bom dia ou muito obrigado. Comeu em silêncio, o traste! Sequer sentiu o gosto do veneno de rato.

Em silêncio, o delegado olhou o biscoitinho mordido.

IV.

- Não se preocupe. O senhor parece dar a atenção necessária a uma mulher.

Disse ela sorrindo.

V.
Suspense
Alberto
mini conto
I.

"Estou aguardando a análise de um objeto suspeito.", dizia a mensagem.

- Dona Nina, pelo que eu percebi, não houve nenhum marido que não….

- Me aborreceu? Ela sorriu.

- Ah, bem, teve o Alberto. Tocava violão e cantava para mim.

II.

- Adorava Ritchie…"Menina veneno, você tem um jeito doce de ser…"

- Outro marido com A?!

- E tem algo errado nisso, senhor?

- Não, inclusive, meu nome é Adriano. 

- Mas o mundo é pequeno demais!

III.

- Aceite mais um biscoito, sim?
Ofereceu, deliciada.

- E o que houve com o Alberto?

- Oh! Meu querido Alberto faleceu.Era alguns anos mais velho do que eu. Câncer no pâncreas; não havia o que fazer! Quase fui à falência para salvá-lo. 

IV.

“Confirmamos que o abajur é feito de carne humana.”, estava na mensagem.

- Mas ainda bem que salvei uma parte dele que vela meu sono todas as noites...

V.
Suspense
Aquino
mini conto
I.

O delegado, educado, falava:
- A escrivã foi fazer um café. Aceita?
 
-Por que não?
Dona Nina sorriu.

-Aquino, meu outro marido, bebia muito, para curar as ressacas. Eu perdoava o alcoolismo. Não satisfeito, ele me traiu com uma sirigaita qualquer.

II.

- Por causa dele, quase fiz algo que me arrependi. Com o encanador. Um rapaz bonito. E eu era mais jovem.

- Ele me beijava perto da pia. Me fazia sentir coisas, sensações. Quando eu lembrei que era casada, acertei a cabeça dele com a chave de grifo.

III.

- Aquino chegou bêbado e cheirando perfume barato. 'Estava cuidando de minhas coisas, megera!', ele disse.

- A culpa foi dele. Quase virei uma adúltera. Por isso, acertei-o com a mesma chave de grifo.

IV.

- Os dois adubam meu jardim até hoje.

No celular, surgiu a mensagem:
"Há dois esqueletos no jardim."

V.
Suspense
Alcides
mini conto
I.

Os biscoitinhos tinham acabado. Dona Nina parecia uma avó contemplando seu neto. O delegado estava empanturrado. Tentou se justificar:

- Parei de fumar há pouco tempo, então, estou substituindo o cigarro pelo doce. Mas estavam realmente bons!

II.

- Entendo. Meu Alcides tentou muitas vezes largar esse vício também. Fez de tudo um pouco, e começou a engordar, mas não de uma forma boa. Ele comia um bolo inteiro se eu deixasse, sabe?

- E imagino que a senhora ficou escrava do fogão?

III.

- Fiquei, mas não por muito tempo. Piscou.

Sem mensagens. Bom sinal?

- Não precisei fazer muito. Ele morreu intoxicado com uma fornada de biscoitinhos, exatamente como essa.

IV.

- Usei meu ingrediente secreto... Pó de Maridos.

Gargalhou. 

O delegado só teve tempo de chegar ao corredor. Outros desavisados estavam no mesmo estado.

V.
Suspense
Adriano
mini conto
I.

Alguns meses depois...

- Sabia que viria me visitar.
Disse dona Nina, na área de visitas da Prisão.

Adriano sentou-se ao lado dela:
- Tinha de vir. Tenho uma pergunta. A senhora poderia permanecer ilesa. Por que ir à delegacia? Por que se entregar?

II.

O sorriso no rosto, a senhora disse:
- Não. Eu não me entreguei. De que adiantaria fazer o que fiz, sem contar a ninguém. Não tenho filhos e o senhor me pareceu o mais próximo a um neto.

- Peraí! Não se arrependeu?

III.

- Todos os meus maridos foram homens terríveis. Ninguém vê isso. Quem era o monstro, afinal?

- Mesmo com o que acharam em sua casa, a senhora ainda conseguirá sair por causa de sua idade.

- O advogado foi muito bom. Lembrou meu finado Astrogildo.

IV.

- A senhora teve um marido advogado?

- Se tiver tempo, posso continuar contando minha sina de viúva.

V.

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Re: Notas de perícia sobre o caso Pedro Oliveira
Cc: E.Saraiva (esaraiva@dpf.gov.br);  J.Pereira (jpereira@dpf.gov.br)

Segue abaixo as notas da perícia.

Prezado Del. Mendes,

O corpo da vítima Pedro Oliveira, desaparecido em 24 de fevereiro e encontrado em 28 de fevereiro apresenta uma série de escoriações, que acreditamos serem decorridas de resistência a sua morte. A vítima em questão sofreu asfixia, possivelmente com o uso de um saco plástico. Possui algumas marcas no pescoço decorrentes dessa asfixia, porém sem apresentar qualquer marcação das mãos do executor.

Possui uma escoriação na região da lombar, causada pós morte, proveniente do lançamento do corpo de certa altura ao local de onde foi encontrado.

O anelar foi arrancado da mão esquerda, de forma bruta. O restante do membro decepado está mutilado, mostrando que o executor não tem muita experiência.

O estado de decomposição do corpo é de aproximadamente 5 dias. O executor aparentemente sequestrou a vítima e logo a matou.Foi encontrado no bolso interno de seu blazer encontramos o seguinte "bilhete" em anexo.

At.te,
Depto de Ciência Forense

Re: Notas de perícia sobre o caso Eduardo Azevedo
Cc: E.Saraiva (esaraiva@dpf.gov.br);  J.Pereira (jpereira@dpf.gov.br)

Seguem abaixo as notas da perícia.

Prezado Del. Mendes,**

Encontramos algumas similaridades entre o caso de Eduardo Azevedo e Pedro Oliveira. Assim como seu antecessor, o anelar foi arrancado da mão esquerda. O executor parece ter exercido muita força física para golpear o membro em questão da vítima, visto que os demais dedos dessa mão estão com escoriações severas.

Existe uma marca de agulha próxima ao pescoço da vítima e encontramos vestígios de uso de drogas para sedação. Acreditamos que o executor dopou a vítima em questão para evitar uma briga corpo a corpo ou resistência do mesmo.

As marcas nos pulsos e tornozelos de Eduardo Azevedo sugerem que o mesmo ficou amarrado em cativeiro até a sua morte. Encontramos vestígios de vômito em suas vestes, decorrente de uma overdose devido as drogas usadas para manter a vítima em estado de torpor.

Causa Mortis: Overdose.
Acreditamos que o executor manteria a vítima em cativeiro por mais tempo, mas a má administração dos sedativos causou a morte de Eduardo.

O bilhete em anexo foi encontrado na cena do crime.

At.te,
Depto de Ciência Forense