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Sophia Leite

"Nunca ria de dragões vivos." - J. R. R. Tolkien

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Simbiose
Sci-Fi

I.

Há 70 anos, os humanos aprenderam o que nós, cachorros, sempre soubemos: nunca confie no mensageiro.

Inicialmente o governo abafou o contato, então a invasão começou silenciosa.

II.

A oferta era de paz, mas o plano: assimilação. Quando os aliens terminavam, ninguém podia dizer a diferença.

Ninguém além de nós.

III.

Então o soro K11 foi feito. Super cães que podiam farejar e eliminar “os outros”.

Ao meu lado, Eva rosnou. As ruas fediam, mas eles fediam mais.

-Estão vindo, Rancor.

IV.

Atacamos e minha prótese pesada era uma arma letal. Passei as rodas por cima dos cadáveres e lambi o sangue do rosto machucado da minha amiga.

A luz o refletia azul.

V.

Ela correspondeu o gesto e seus olhos mostraram o mesmo brilho forasteiro.

“O melhor amigo do homem, também seu salvador” haviam dito.

E como sempre, os humanos estavam errados.

Rosa
Suspense

I.

Diego mantinha em casa uma rosa. Por segurança, a deixava trancada e sem sol, regando-a somente o suficiente para que ela não morresse.

A rosa não tinha mais espinhos, pois ele havia os tirado um por um até deixá-la indefesa. Ás vezes até mesmo lhe arrancava uma pétala, só para provar que podia.

II.

Vivendo naquelas condições, a rosa começou a murchar. Já nem mais parecia uma rosa e, em dado momento, até mesmo esqueceu que um dia havia sido uma.

III.

Em uma noite, Diego chegou tão bêbado que quebrou seu vaso. O graveto seco rolou pelo chão, caindo perto da janela. De lá pode ver o jardim e as outras flores.

IV.

Movida então por uma coragem que não sabia ter, Rosa disse basta. Fez suas malas e partiu, sabendo que estava na hora de desabrochar. E, principalmente, que não estava sozinha.

V.

Enforcado
Suspense

I.

Fico parado observando o homem andar reclinado até o patíbulo, quase curvado até o chão, como se o peso de seus pecados o empurrasse para baixo.

A multidão grita, vaiando o condenado, enquanto o juiz lê seus crimes. Invasão. Roubo. Assassinato.

II.

Me mexo com desconforto e encaro o culpado de frente, relembrando da última vez que havia visto minha esposa, antes de a terem encontrado em meio uma poça de sangue. O homem me encara de volta e um pouco de luta parece voltar aos seus olhos.

Tarde demais.

III.

O chão se abre e a platéia reage com alegria enquanto suas pernas balançam no ar. Eu desvio o olhare espero o espetáculo terminar. Alguém aperta meu ombro e afirma que devo estar aliviado.

E eu realmente estou.

IV.

Agora sem a única testemunha, poderei herdar o dinheiro sem problema. E nunca mais vou ter que aturar aquela mulher novamente.

V.

Alguns autores são um tanto misteriosos... 💜

Formada em Inglês-Português pela UFMA, estuda literatura inglesa e folclore. Já teve contos de gêneros diversos publicados em antologias da Wish, Editora Cartola, Sem Tinta e Lendari.

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