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Moisés Domingues

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Conquistas Literárias, o evento de premiações para a literatura nacional e independente da Bilbbo.
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Vozes
Cyberpunk

I.

-  Encontrei um pedaço de carne de verdade no lixo, e não aquelas porcarias sintéticas que os humanos comem! Estamos com sorte.

- Venha Cleide, guardei uma parte para você.

II.

- Quanta gentileza Rancor, nós, Nhoque Charles legítimos preferimos carne real.

- É Yorkshire o nome Cleide, e você é uma gata de rua.

III.

- Miauuuur! sou uma cachorra, das poucas que ainda existem, e sou sua namorada.

- Namorada? tá maluca Cleide? a pancada que deram na sua cabeça foi mais forte do que pensei. (Não existem mais ajudantes iguais ao Robin.)

IV.

- Junte suas coisas, as vozes me disseram que existe um lugar seguro para animais orgânicos. Fora dos limites de Technocity.

- Miauuurrrr! De novo essa história de vozes Rancor? Precisa se livrar dos carrapatos em seus ouvidos. Urgente.

V.

Tempo
Sci-Fi

I.

“O tempo é uma ferramenta que foi criada para controlar as nossas vidas”.

Não me lembro quem me disse isso quando eu era garoto, mas essa visão do tempo me perturbou e me instigou por toda a vida.

II.

Quanto tempo temos?
Porque temos que nos curvar a ele?
E se pudéssemos caminhar por ele?
O que daríamos em troca?

Não me lembro em que momento os primeiros começaram a manipular seu próprio tempo, passado e futuro, pagando a ele com suas próprias vidas.

III.

Eu apenas entendi a teoria das cordas, e aprendi a vibrar em outras frequências, e assim, viver entre momentos.

Eu venci o tempo.
Enganei o tempo.
Paguei ele com vidas de outros.

IV.

Ele deixou de se importar comigo.

Estou assim há eras, tudo já se extinguiu no universo, só restou a escuridão e o silêncio. Não estou vivo e nem morto, apenas sou.

V.

Me tornei prisioneiro do que sempre fugi, no final ele me enganou, e me aprisionou nesse momento infinito.

Devia tê-lo tratado com o devido respeito.

Aos Últimos
Terror

I.

Aos que restarem.

***

Ela faz esse trabalho há muito tempo, mas só é requisitada em ocasiões especiais. Ela não sente nenhum prazer em seu trabalho, e em coisa alguma. Apenas o faz.

II.

Para os trabalhos cotidianos, existem subalternos. Esses sim sentem prazer, e a invejam.

Mas essa é uma ocasião especial. Mais uma vez ela veste seu manto, tecido especialmente para ela por seres mais antigos que o tempo.

III.

Coloca sua majestosa coroa de fumaça negra, forjada com falsas almas de profetas e religiosos. Sua coroa chora e se lamenta eternamente.

Lentamente pega sua foice. Sentindo o cabo feito de tripas e ossos secos, se lembra das vezes que a usou. Confia absolutamente na lâmina.

IV.

Ela é a melhor naquilo que faz.

Ela está chegando.

V.

Alguns autores são um tanto misteriosos... 💜

Moisés Domingues, nascido em 1980, Araraquara, interior de São Paulo.

Manutentor eletromecânico na indústria de alimentos para cães e gatos. Leitor compulsivo. Adora ficção científica, ciências ocultas . É comunista.

Fã de HQs, Star Wars, tatoos, heavy metal, hardcore. Acredita em alienígenas. Não tem religião. Humor ácido.

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