Pecados que condenam

Drama
Começou, agora termina queride!

Conquista Literária
Conto publicado em

Sinopse

Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Bip ... Bip ... Bip ... Bip Rostos sérios, olhares julgadores, bocas debochadas, murmúrios irônicos; a sala estava cheia.

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
Pecados que condenam
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Bip ... Bip ... Bip ... Bip

Rostos sérios, olhares julgadores, bocas debochadas, murmúrios irônicos; a sala estava cheia.

— TODOS EM PÉ — O tom mais exaltado do que se fazia necessário, a Ira fazendo sua parte.

Grandes portas se abriram, portas só não tão imponentes quanto o ser que passava por elas. Queixo erguido, peito estufado, passadas firmes e decididas acompanhavam o olhar de desdém que varria a todos, o Orgulho havia chegado para presidir a sessão.

— PODEM SENTAR! — Como uma engrenagem bem regulada todos se sentaram em um só movimento, com exceção da Preguiça que era tão lenta que mal havia completado o movimento de levantar.

— Declaro aberta a sessão. — Exclamou a Ira.

— Estamos aqui hoje para julgar o réu João Filho de Adão por desperdiçar sua vida e deixar de realizar grandes feitos por se considerar melhor que qualquer pecado. Passo a palavra para que a Ira prossiga apresentado o júri, a promotoria e o advogado do réu. — Orgulhoso de sua fala o Orgulho nem notou que enquanto falava a Gula já devorará metade das provas que seriam apresentadas no tribunal.

Irritada a Ira gritou que todos fizessem silêncio, mesmo sendo a única a produzir som no local — Se precisar chamar a atenção, todas as entidades, anomalias e outros seres aqui presentes terão sua existência aniquilada pelas minhas próprias mãos. Bem, vamos dar seguimento. Nosso júri será composto pela Ganância, Gula e Luxúria os quais em uma votação de maioria simples decidirá o destino do réu; a Inveja representará a promotoria e a Preguiça tomará parte da defesa.

O réu timidamente com a mão erguida fala.

— Deve estar ocorrendo um erro aqui, não sou João, tão pouco filho de Adã...— A Ira, cada vez mais irritada, não deixa o réu terminar sua fala, acertando uma pasta de provas em cheio em sua cabeça.

Com raiva e batendo com as mãos na mesa ela grita — Para nós TODOS VOCÊS são João Filhos de Adão, se não quer começar a ser chamado de João Filho Morto de Adão, não se atreva mais a interromper.

Bip .. Bip .. Bip .. Bip..

Os olhos verdes musgo da Inveja analisavam o réu de cima a baixo e então teve início a sua fala.

— Como vocês podem ver o filho de Adão não se julga igual aos demais. Se coloca em um patamar acima de todos e pelas provas que aqui vos mostro podemos destacar que ele acredita não ter cometido pecados. E pior meu júri, ele realmente não apresenta pecados em sua lista, pode existir pecado maior do que nunca ter pecado, não se deixar levar pelo prazer da pele; nunca comer pela gula; não explodir em raiva; não sucumbir ao ócio; não se entregar ao amor próprio, entre outros tantos..., já que a Gula devorou todas as provas restantes encerro por aqui minha fala.

Bip. Bip. Bip. Bip.

A Preguiça poderia ter feito algum comentário inteligente, ao menos informar ao réu que a Ganância tinha lhe feito uma proposta de suborno por venda de votos e que a Luxúria o achava um gatinho. Mas já fazia mais de cinco minutos que a Preguiça não tirava uma soneca e estava cansada.

Mesmo cansada a Preguiça ergueu a mão e surpreendeu a todos com a abertura de sua fala.

— Como advogado de defesa, preciso deixar claro aqui que o que argumentarei agora mudará os rumos desse process... — e antes da Preguiça terminar a fala caí no sono.

Já não restavam provas.

Defesa, já não havia.

A Inveja, agora invejando o sono da Preguiça, também se recusava a falar.

Só restava então receber os votos do júri, dar a sentença e encerrar a sessão.

O primeiro voto seria da Ganância, mas ela disse que o voto era dela e ela não dava para ninguém...

O segundo voto seria o da Gula, mas ela estava com fome e o comera já a alguns minutos.

O último voto estava à cargo da Luxúria, que achou que o voto serviria como um ótimo brinquedo sexual e agora o estava usando para abusar da Preguiça que ainda tirava uma soneca.

Sem o posicionamento do júri restava agora ao Orgulho tomar a decisão. Ele sempre soube que era o mais preparado para decidir e já não cabendo mais em si de tanta vaidade, cresceu tanto que deixou o réu espremido em um canto da sala, o ar quase lhe faltando aos pulmões.

Então com a soberba lhe transbordando o corpo, de pé em cima da mesa, Orgulho deu seu veredito.

Bip Bip Bip Bip

— No poder a mim investido, tendo em vista que tu João Filho de Adão, viveste uma vida sem pecados, seguindo à risca todas normas a ti imposta, te declaro culpado por não viveres a vida que quis e sim a que quiseram para ti. Sendo tu entre todos aqui o maior pecador cada vez que negavas de realizar o teu pecar em razão do medo de ser julgado.

Como sentença te condeno ao apagar dessa vida, até que tu se faças necessário em outra.

Então aquele que não era João, tão pouco era filho de Adão, mesmo que distante escutou o "Bip" da máquina ficar contínuo.

B i i i i i i i i i i i i ...

E a morte lhe fechou a vida em uma linha reta.

Palma, palma... Logo os contos desta obra serão selecionados e aparecerão aqui.

Sinopse

Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Bip ... Bip ... Bip ... Bip Rostos sérios, olhares julgadores, bocas debochadas, murmúrios irônicos; a sala estava cheia.

Prólogo

Epílogo

Conto

Bip ... Bip ... Bip ... Bip

Rostos sérios, olhares julgadores, bocas debochadas, murmúrios irônicos; a sala estava cheia.

— TODOS EM PÉ — O tom mais exaltado do que se fazia necessário, a Ira fazendo sua parte.

Grandes portas se abriram, portas só não tão imponentes quanto o ser que passava por elas. Queixo erguido, peito estufado, passadas firmes e decididas acompanhavam o olhar de desdém que varria a todos, o Orgulho havia chegado para presidir a sessão.

— PODEM SENTAR! — Como uma engrenagem bem regulada todos se sentaram em um só movimento, com exceção da Preguiça que era tão lenta que mal havia completado o movimento de levantar.

— Declaro aberta a sessão. — Exclamou a Ira.

— Estamos aqui hoje para julgar o réu João Filho de Adão por desperdiçar sua vida e deixar de realizar grandes feitos por se considerar melhor que qualquer pecado. Passo a palavra para que a Ira prossiga apresentado o júri, a promotoria e o advogado do réu. — Orgulhoso de sua fala o Orgulho nem notou que enquanto falava a Gula já devorará metade das provas que seriam apresentadas no tribunal.

Irritada a Ira gritou que todos fizessem silêncio, mesmo sendo a única a produzir som no local — Se precisar chamar a atenção, todas as entidades, anomalias e outros seres aqui presentes terão sua existência aniquilada pelas minhas próprias mãos. Bem, vamos dar seguimento. Nosso júri será composto pela Ganância, Gula e Luxúria os quais em uma votação de maioria simples decidirá o destino do réu; a Inveja representará a promotoria e a Preguiça tomará parte da defesa.

O réu timidamente com a mão erguida fala.

— Deve estar ocorrendo um erro aqui, não sou João, tão pouco filho de Adã...— A Ira, cada vez mais irritada, não deixa o réu terminar sua fala, acertando uma pasta de provas em cheio em sua cabeça.

Com raiva e batendo com as mãos na mesa ela grita — Para nós TODOS VOCÊS são João Filhos de Adão, se não quer começar a ser chamado de João Filho Morto de Adão, não se atreva mais a interromper.

Bip .. Bip .. Bip .. Bip..

Os olhos verdes musgo da Inveja analisavam o réu de cima a baixo e então teve início a sua fala.

— Como vocês podem ver o filho de Adão não se julga igual aos demais. Se coloca em um patamar acima de todos e pelas provas que aqui vos mostro podemos destacar que ele acredita não ter cometido pecados. E pior meu júri, ele realmente não apresenta pecados em sua lista, pode existir pecado maior do que nunca ter pecado, não se deixar levar pelo prazer da pele; nunca comer pela gula; não explodir em raiva; não sucumbir ao ócio; não se entregar ao amor próprio, entre outros tantos..., já que a Gula devorou todas as provas restantes encerro por aqui minha fala.

Bip. Bip. Bip. Bip.

A Preguiça poderia ter feito algum comentário inteligente, ao menos informar ao réu que a Ganância tinha lhe feito uma proposta de suborno por venda de votos e que a Luxúria o achava um gatinho. Mas já fazia mais de cinco minutos que a Preguiça não tirava uma soneca e estava cansada.

Mesmo cansada a Preguiça ergueu a mão e surpreendeu a todos com a abertura de sua fala.

— Como advogado de defesa, preciso deixar claro aqui que o que argumentarei agora mudará os rumos desse process... — e antes da Preguiça terminar a fala caí no sono.

Já não restavam provas.

Defesa, já não havia.

A Inveja, agora invejando o sono da Preguiça, também se recusava a falar.

Só restava então receber os votos do júri, dar a sentença e encerrar a sessão.

O primeiro voto seria da Ganância, mas ela disse que o voto era dela e ela não dava para ninguém...

O segundo voto seria o da Gula, mas ela estava com fome e o comera já a alguns minutos.

O último voto estava à cargo da Luxúria, que achou que o voto serviria como um ótimo brinquedo sexual e agora o estava usando para abusar da Preguiça que ainda tirava uma soneca.

Sem o posicionamento do júri restava agora ao Orgulho tomar a decisão. Ele sempre soube que era o mais preparado para decidir e já não cabendo mais em si de tanta vaidade, cresceu tanto que deixou o réu espremido em um canto da sala, o ar quase lhe faltando aos pulmões.

Então com a soberba lhe transbordando o corpo, de pé em cima da mesa, Orgulho deu seu veredito.

Bip Bip Bip Bip

— No poder a mim investido, tendo em vista que tu João Filho de Adão, viveste uma vida sem pecados, seguindo à risca todas normas a ti imposta, te declaro culpado por não viveres a vida que quis e sim a que quiseram para ti. Sendo tu entre todos aqui o maior pecador cada vez que negavas de realizar o teu pecar em razão do medo de ser julgado.

Como sentença te condeno ao apagar dessa vida, até que tu se faças necessário em outra.

Então aquele que não era João, tão pouco era filho de Adão, mesmo que distante escutou o "Bip" da máquina ficar contínuo.

B i i i i i i i i i i i i ...

E a morte lhe fechou a vida em uma linha reta.

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