O que foi, meu bem?...

Sci-Fi
Começou, agora termina queride!

Conquista Literária
Conto publicado em
Mirage: Miscelanea de Narrativas Irreais vol. 01

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
O que foi, meu bem?...
0:00
0:00

Eram 2:00 hrs. da madrugada de sexta-feira.Leiam o que me aconteceu:

Havia trabalhado até as 7:00 hrs. da noite, e para comemorar o “Dia Internacional

da Cerveja”, dirigi-me até um pub na região central da cidade para tomar

algumas cervejas long-neck e bater um papo com algumas garotas que freqüentavam

o lugar. Aproximei-me do balcão e pedi cerveja para mim, após o que, fui para

uma mesa e acenei para uma moça que conhecia. Seu nome era Suzy. Começamos a

conversar sobre amenidades e futilidades, para quebrar o gelo. Depois conversamos

sobre assuntos atuais, pois Suzy era bem informada à despeito de ser uma garota de

programas. Falei-lhe que a crise política pela qual o país passava estava ameaçando

meu emprego, sem o qual estaria perdido pois embora não fosse casado, tinha que

pagar uma pensão alimentícia para meu filho, que tive com uma ex-namorada além

das despesas usuais de um homem solteiro de meia-idade: um carro seminovo não

quitado ainda, o aluguel da quitinete em que morava e as despesas de subsistência.

Já estava na oitava garrafa de cerveja long-neck, ao passo que Suzy já havia

consumido três latas de soda limonada pois ela não consumia bebidas alcoólicas.

Confesso que estava ficando meio embriagado. A noite havia avançado e a madrugada

se insinuava em sua cumplicidade. Em um dado momento sugeri à Suzy que

fossemos dar um passeio pelos arredores, para livrar-me da embriaguês. Paguei a

conta e saímos do pub às 01:30 hrs. da madrugada. Começamos a andar por uma rua

secundária meio escura, quando Suzy disse-me que tinha a impressão de estar sendo

seguida por uma luz que circulava no céu. Eu olhei para me certificar e não vi nada.

Continuamos nosso passeio. Subitamente, Suzy parou e apontou para o espaço estrelado,

mostrando um incrível objeto brilhante que se deslocava em todos os sentidos,

em manobras arrojadas comparadas à um “drone” ou a um objeto qualquer desconhecido.

Emitia uma luz avermelhada e não fazia barulho. Após esta constatação

tomei-a pela mão, e começamos a correr desesperadamente pelas ruas, tentando nos

livrar da incômoda presença do objeto. Depois de uns trinta minutos de louca fuga,

paramos e, com pavor, olhamos ao redor para verificar se havíamos nos livrados

do objeto. Quando parecia que havíamos nos safados do apuro, olhamos para trás,

e o OVNI (vou chamá-lo assim) estava à uns 5 m. de distância, grande e brilhante,

emitindo uma luz vermelha intensa que nos cegava. Suzy, para complicar as coisas,

desmaiou. Tratava-se, evidentemente de uma abdução, e eu tomado de fúria, corri

para o OVNI e o segurei com as duas mãos, ferozmente, tentando de todas as formas

agarrá-lo e destruí-lo.

Subitamente, senti um calor irradiado queimar minhas mãos e um barulho

de coisas se quebrando. Acordei. Estava estrangulando meu abajour freneticamente,

que se quebrou, enquanto Suzy, seminua, acordou e assustada perguntou: “O que foi,

meu bem?...”.

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
O que foi, meu bem?...
0:00
0:00

Eram 2:00 hrs. da madrugada de sexta-feira.Leiam o que me aconteceu:

Havia trabalhado até as 7:00 hrs. da noite, e para comemorar o “Dia Internacional

da Cerveja”, dirigi-me até um pub na região central da cidade para tomar

algumas cervejas long-neck e bater um papo com algumas garotas que freqüentavam

o lugar. Aproximei-me do balcão e pedi cerveja para mim, após o que, fui para

uma mesa e acenei para uma moça que conhecia. Seu nome era Suzy. Começamos a

conversar sobre amenidades e futilidades, para quebrar o gelo. Depois conversamos

sobre assuntos atuais, pois Suzy era bem informada à despeito de ser uma garota de

programas. Falei-lhe que a crise política pela qual o país passava estava ameaçando

meu emprego, sem o qual estaria perdido pois embora não fosse casado, tinha que

pagar uma pensão alimentícia para meu filho, que tive com uma ex-namorada além

das despesas usuais de um homem solteiro de meia-idade: um carro seminovo não

quitado ainda, o aluguel da quitinete em que morava e as despesas de subsistência.

Já estava na oitava garrafa de cerveja long-neck, ao passo que Suzy já havia

consumido três latas de soda limonada pois ela não consumia bebidas alcoólicas.

Confesso que estava ficando meio embriagado. A noite havia avançado e a madrugada

se insinuava em sua cumplicidade. Em um dado momento sugeri à Suzy que

fossemos dar um passeio pelos arredores, para livrar-me da embriaguês. Paguei a

conta e saímos do pub às 01:30 hrs. da madrugada. Começamos a andar por uma rua

secundária meio escura, quando Suzy disse-me que tinha a impressão de estar sendo

seguida por uma luz que circulava no céu. Eu olhei para me certificar e não vi nada.

Continuamos nosso passeio. Subitamente, Suzy parou e apontou para o espaço estrelado,

mostrando um incrível objeto brilhante que se deslocava em todos os sentidos,

em manobras arrojadas comparadas à um “drone” ou a um objeto qualquer desconhecido.

Emitia uma luz avermelhada e não fazia barulho. Após esta constatação

tomei-a pela mão, e começamos a correr desesperadamente pelas ruas, tentando nos

livrar da incômoda presença do objeto. Depois de uns trinta minutos de louca fuga,

paramos e, com pavor, olhamos ao redor para verificar se havíamos nos livrados

do objeto. Quando parecia que havíamos nos safados do apuro, olhamos para trás,

e o OVNI (vou chamá-lo assim) estava à uns 5 m. de distância, grande e brilhante,

emitindo uma luz vermelha intensa que nos cegava. Suzy, para complicar as coisas,

desmaiou. Tratava-se, evidentemente de uma abdução, e eu tomado de fúria, corri

para o OVNI e o segurei com as duas mãos, ferozmente, tentando de todas as formas

agarrá-lo e destruí-lo.

Subitamente, senti um calor irradiado queimar minhas mãos e um barulho

de coisas se quebrando. Acordei. Estava estrangulando meu abajour freneticamente,

que se quebrou, enquanto Suzy, seminua, acordou e assustada perguntou: “O que foi,

meu bem?...”.

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