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Quando a música foi ouvida pela primeira vez, todos sorriram pela beleza de sua melodia, até tudo começar a desmoronar.

Rafael Carvalho
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Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Quando a música foi ouvida pela primeira vez, todos sorriram pela beleza de sua melodia, até tudo começar a desmoronar.

Então um círculo de fogo se fez no chão, dele saiu o primeiro anjo, ele era tão belo que o simples olhar em seu rosto deixou todos loucos, um por um dos que estavam próximo morreram queimados tentando tocá-lo.

O anjo falou e sua voz ecoou por todo canto e até os que eram surdos conseguiram ouvir.

— Vós, filhos de Adão, nunca foram merecedores do amor de meu pai, estão destruindo tudo que ele deu a vocês e deveria ter dado a nós. Até nosso pai que vos amava sumiu e desistiu da vossa existência, então hoje nós os julgaremos.

O anjo bateu suas asas, tocou o chão com seu cajado e tudo aquilo construído pelo homem se desfez; da menor casa ao maior prédio desmancharam, aviões viraram pó e seus passageiros caiam em queda livre, carros se desfizeram e quem os ocupavam tiveram seus corpos esfolados pelo atrito com o chão de pedra e terra; homens e mulheres todos nu, só as roupas feitas de couro, lã e algodão puro restaram. E assim em um passe de mágica tudo o que conhecemos foi levado de nós, então o anjo sumiu.

No segundo dia, quando a música tocou novamente nos céus, todos correram, mas não havia onde se esconder e outro anjo surgiu.

Com seu cajado tocou o solo, uma onda de vento se espalhou por tudo, mas nada houve, assim como chegou, o anjo sem nada falar, foi embora.

Todos riram e alegres comemoraram que nem um mal os abateu, o anjo havia falhado, demorou um bom tempo até perceberem que toda a comida havia estragado, nem o mais duro dos pães velhos foi poupado do mofo.

O terceiro anjo trouxe consigo a chuva amarela, onde suas gotas tocavam feridas podres se abriam na pele, então fugimos e nos abrigamos em buracos feitos na terra pelas estruturas que ali existiam antes e agora nada mais eram do que pó.

Não fomos para a superfície quando ouvimos a música que antecedia o quarto anjo. E lá de baixo nada notamos.

Quando subimos haviam nascido árvores por todos os lados, árvores lindas, cheias de frutos, a felicidade brotou como uma flor bonita nos rostos de muitos de nós, havíamos sido poupados, havia esperança para nós.

Corremos, arrancamos as frutas e já na primeira mordida todos que delas comeram morreram.

Percebemos que todos os anjos apareciam na mesma hora e permaneciam o mesmo tempo entre nós, calculamos onde o próximo iria aparecer.

Nos organizamos, nos preparamos e quando a música tocou estávamos prontos.

Quando a música tocou estávamos lá esperando o anjo aparecer, havíamos construído fundas, lanças e machados primitivos feitos de pedra, couro e madeira. O anjo surgiu e um grupo de cem pessoas arremessaram pedras e lanças em sua direção, o anjo balançou seu cajado e o tempo parou, nossas pedras e lança ficaram flutuando em sua frente.

O segundo grupo atacou pelas costas do anjo, um de nós conseguiu passar pelo círculo de chamas que o protegia, a poucos centímetros de seu machado atingir as costas o anjo, ele virou seu cajado e ultrapassou o coração do homem que lhe atacava, o sangue escorreu pelo cajado e banhou a mão do anjo que entrou em combustão, e assim como nossos aviões, virou pó, caído no chão só o seu cajado restou.

Já sabíamos como deter os anjos, Deus não nos deixou desamparados, deixou dentro de nosso corpo a arma que nos salvaria.

Exigi-o o sacrifício de muitos de nós, mas no momento que o quinto anjo apareceu avançamos por todos os lados com as lanças e pedras embebidas em sangue, assim como com Golias, uma única pedra bastou para vencer o anjo, mas antes de sucumbir as cinzas ele bateu o seu cajado no chão e um grande terremoto abriu a terra e começou a sugar tudo que nela havia. Em uma atitude desesperada um de nós pegou o cajado que obtivemos com a combustão do quarto anjo e gritou.

— DEUS NÃO NOS DEIXE AGORA, NOS DE OUTRA CHANCE! — Batendo com força e fé o cajado no chão.

Então um domo de quilômetros nos cercou e o tempo parou naquele instante.

Vimos todo o chão ao nosso redor ser sugado para a imensidão do universo sem fim, mas nós estávamos seguros.

Faz muito tempo desde que escutamos a música pela primeira vez, as vezes vemos os anjos nos observando de fora do domo, eles não tentam entrar, sabem que não conseguiriam.

Deveriam ter passado anos desde que tudo teve início, mas seguimos iguais, não envelhecemos um segundo sequer, não sentimos fome ou sede, aqui nada morre, mas também nada nasce.

Dentro do domo podemos viver para sempre, dentro de um segundo, um momento que pertence só a nós, nosso paraíso ou nosso inferno, abençoados ou amaldiçoados, depende de como se quer ver.

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