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No rastro das migalhas
Prólogo

No rastro das migalhas

Luciano Nascimento
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Áudio drama
No rastro das migalhas
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Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

A fita listrada preta e amarela e a movimentação de policiais numa viela eram a sensação do momento, deixando suposições percorrerem na boca dos curiosos.

Um homem de ar cansado afasta a barreira humana com a mão esquerda, enquanto que a direita mostra sua identidade de delegado para o cabo desavisado.

— Aí, chefe!-chama o patrulheiro - Pode mandar pro IML! Esse aqui é só queima de arquivo, tá na cara!

O delegado finge não ouvir. Veste as luvas descartáveis e abre o saco. O cheiro faz os presentes lacrimejarem.

— Saraiva! Alguma estimativa da decomposição?

— Uns trinta ou quarenta dias, senhor. Vai depender da análise do laboratório. - responde calmamente uma mulher, enquanto toma seu café.

O delegado inspeciona as mucosas do morto. A boca está roxa. Há uma marca de contusão na nuca. – Pereira?

— O tempo bate com a queixa de desaparecimento. - diz um homem de meia idade - Seu nome é Brás Figueiredo, quarenta e três anos, mecânico de automóveis. Tem uma ordem de restrição…

Da esposa, Nadir Figueiredo.- fala Saraiva - Já passou pelo gabinete inúmeras vezes com queimaduras de cigarro no rosto, mas nunca teve coragem de deixar o diabo do marido. Isso, claro, até algumas semanas atrás…

— Então, ela teve coragem de apagar o próprio marido? - resmunga o patrulheiro.

Pereira manda o homem calar a boca com um gesto. - Isso não foi passional. – com olhar, indica algo.

O delegado puxa o braço esquerdo do defunto. Falta um dedo da mão.

— Anelar?

— É. – diz Saraiva - E não há nenhum sinal dele por aqui.

O patrulheiro arregala os olhos.

— Misericórdia! Será que ele…?

Eles se olham. Os outros policiais em volta ficam sem entender.

Num dos bolsos do defunto, há um bilhete, feito de recortes de jornal:


NINGUÉM VÊ ISSO

— Assassino do Anelar! Meu Deus! - exclama o patrulheiro.

— O quê? – Saraiva olha o homem com estranhamento.

— É assim que estão chamando ele nos jornais.

— Estamos deixando escapar algo... - comenta Pereira. – Onde foi que já vimos algo semelhante?

— Refresquem minha memória.- solicita o delegado.

— O primeiro foi há seis meses. Pedro Oliveira, 37 anos, advogado. - descreve Saraiva - Tinha passagem por violência doméstica.

— O segundo foi três meses depois. Eduardo Azevedo, 26 anos, fisiculturista. - continua Pereira. - Quase matou a ex por ciúmes.

— Há dois meses, foi Jairo Albuquerque, 51, vendedor. – diz Saraiva – Não tinha passagem, mas era um mulherengo e devia pensão para quatro das cinco ex.

— Que relação há entre esses homens? – pergunta o delegado.

— Além de serem uns escrotos? – comenta Saraiva.

— Algo mais? – o delegado insiste.

— Em todos foi deixado um bilhete. Aparentemente frases aleatórias:


VOCÊ TEM UMA ILUMINAÇÃO

NÃO PRECISEI FAZER MUITO

O MUNDO É PEQUENO DEMAIS

Ainda não percebi a relação entre elas.

— Nádia Oliveira. Naiara Azevedo. Nelita Albuquerque. Nadir Figueiredo.

— O quê é isso, Pereira?

— Todas as mulheres ou ex tem os nomes começados com N. Eu sabia que já tinha visto um padrão parecido. – conclui o detetive.

Um alerta na cabeça do delegado se ligou.

— Ao que tudo indica, dona Nina fez escola. – Saraiva se adianta.

— Se for, o matador está começando a ficar mais esperto e mais rápido! Temos que agir logo, ou outro marido será morto!

— Então, temos cinco suspeitas? - indaga Pereira.

— Quero a ficha completa de todas! - ordenou o delegado nervoso. - E se existe alguma ligação entre elas ou com a falecida dona Nina. Busquem no passado de dona Nina se há algum parente ou conhecido. Qualquer coisa pode ser uma pista. E quero que a imprensa saiba o menos possível. Não queremos uma comoção. "Pereira e Saraiva se olham, na certeza de que uma longa noite estava se iniciando.

— Se bem que ele ou ela está fazendo um favor a humanidade tirando esse tipo de lixo no mundo, cá entre nós, né, chefe? – O patrulheiro comenta.

O delegado Adriano esboça um sorriso. Fecha o saco, e vai embora, cheio de lembranças a assombrar os pensamentos.

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