M&M

Romance
Setembro de 2020
Começou, agora termina queride!

Romeu e Julieta

Conquista Literária
Conto publicado em
Uni duni tê

Sinopse

Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Você vai descobrir que M&M pode ser muito mais do que apenas um doce da infância e que cabelos bagunçados podem unir duas pessoas para sempre.

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
M&M
0:00
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— Marina, vem aqui! Vou trocar seu curativo do joelho!

— Ah, mãe! Tá limpinho...

— Nem A nem B. Tá limpinho pra você. Os micróbios discordam.

Vou choramingando até o banheiro. Vai arder, eu sei. Mamãe tira os esparadrapos e espia o machucado.

— Já está bem melhor, seco e formando casquinha. Ótimo. Vou passar o merthiolate e já nem precisa mais do curativo. Melhor deixar aberto para ventilar.

— Merthiolate arde! Passa só um pouquinho...

— O que arde cura...

— O que aperta segura... – completo fazendo careta. Minha mãe sempre fala isso!

Mamãe passa o terrível merthiolate. Choro, apesar de nem arder tanto assim.

— Não foi tão ruim! Já está cicatrizando... Agora, vê se se comporta né mocinha! Como pode se machucar tanto! Parece moleque!

— Mas eu caí, não foi culpa minha. – enxugo uma lágrima teimosa.

— Caiu fazendo o que?

— Jogando bola, ué?

— Então! Não prefere brincar de casinha?

— Eu gosto de brincar de casinha. Mas jogar bola também é legal!

— É eu sei... mas toma mais cuidado, filha. Nem tem mais espaço nesse joelho pra ralar! Rala o outro, pelo menos!

Rimos. Mamãe é engraçada.

— E agora, o que você vai fazer?

— Agora? Jogar bola! Os meninos vão se encontrar no parquinho daqui a pouco.

— Sério? Seu joelho nem sarou direito!

— Mas tem o outro, né mamãe!

E saio correndo, enquanto ela finge jogar o chinelo em mim. E ouço enquanto ela grita:

— Depois do jogo fala pra virem tomar lanche aqui. Vai ter limonada e bolo!

Chego no parquinho cedo e encontro Mateus sozinho. Deu certo! Ele sempre chega cedo. Acho que gosta de ficar fazendo nada.

— Oi.

— Oi. Como está seu joelho?

— Sarando. Ó.

— Caramba! Quanto sangue! – ele olha, cheio de admiração.

— Não é sangue, bobo! É merthiolate. – pensando bem, da próxima vez vou pedir pra mamãe passar bastantão.

— Ah, mas parece sangue. Dói?

— Só um pouquinho. – falo com cara de super heroína. – Valeu a pena.

— Valeu mesmo! O Rafael ficou com a maior cara de bobão quando você chegou na bola antes dele! E marcou gol ainda por cima!

— É pra ele saber que meninas jogam sim!

— Bem feito!

Rimos. É tão bom estar com ele. Ainda bem que os outros se atrasaram um pouco. Deu pra gente conversar sobre nossos desenhos favoritos e gibis. Ele gosta dos mesmos que eu! Ele é tão legal!

— Que bom que você chegou cedo. 

— É. Eu vi que você sempre chega cedo. Gosta de ficar um pouco sem fazer nada?

— Não... é que eu venho torcendo pra você chegar cedo também.

Nisso, chegam Nino e Julio. E em seguida, todos eles. E mais Carla, a irmã do Helio que quis jogar também, já que tinha uma menina jogando... O Rafael não gostou, mas quem liga pra ele? Daí todo mundo quis ver meu joelho e acharam que o merthiolate era sangue. Eu não corrigi ninguém e nem o Mateus, que piscou pra mim. Só ele sabia. Na verdade, eu nem pensava em nada, só no que ele disse por último. Que ele vinha cedo pra me ver. E no seu cabelo bagunçado, que eu tinha vontade de arrumar com os dedos.

Quando o jogo terminou, fomos pra minha casa tomar o lanche e mamãe ficou até tonta com nossa bagunça e feliz em ver que sobrou só um pedacinho pequenininho do bolo, que no fim o Nino comeu de gula. Era a primeira vez que iam na minha casa e estavam curiosos, então mostrei meu quarto, minhas bonecas e meus jogos para eles. Eles acharam muito irado. Meninos são engraçados!

Mateus estava calado. Só olhava tudo com muita atenção e pareceu gostar da Lili.

— Muito bonita, esta boneca.

— Ela é a minha favorita.

— Parece com você.

E ficamos nos olhando. Ele parecia querer dizer alguma coisa. Eu queria dizer alguma coisa. Mas não sei o que, já que nada fazia falta. Sem pensar, passei meus dedos pelo seus cabelos encaracoladinhos. Ele levou um susto e rimos do pulo que ele deu.

Depois que todos foram embora, voltei para o meu quarto e fiquei olhando para Lili e para mim no espelho. Lili é linda, será que ele me acha mesmo tão bonita? E então, vejo, em cima da minha penteadeira, um pacote de M&Ms e um papelzinho com o desenho de um coração. M&M. Marina & Mateus? Será? É sim!

Meu coração bate forte. Adoro M&Ms, mas este eu não vou comer, não. Guardo na minha caixa de tesouros, bem no fundo, do lado da florzinha que ele me deu no parque e da pedra cinza que ele usou pra jogar amarelinha e que peguei escondido.

Não vejo a hora de ir à escola amanhã e vê-lo no intervalo.


Sinopse

Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Você vai descobrir que M&M pode ser muito mais do que apenas um doce da infância e que cabelos bagunçados podem unir duas pessoas para sempre.

Prólogo

Epílogo

Conto

— Marina, vem aqui! Vou trocar seu curativo do joelho!

— Ah, mãe! Tá limpinho...

— Nem A nem B. Tá limpinho pra você. Os micróbios discordam.

Vou choramingando até o banheiro. Vai arder, eu sei. Mamãe tira os esparadrapos e espia o machucado.

— Já está bem melhor, seco e formando casquinha. Ótimo. Vou passar o merthiolate e já nem precisa mais do curativo. Melhor deixar aberto para ventilar.

— Merthiolate arde! Passa só um pouquinho...

— O que arde cura...

— O que aperta segura... – completo fazendo careta. Minha mãe sempre fala isso!

Mamãe passa o terrível merthiolate. Choro, apesar de nem arder tanto assim.

— Não foi tão ruim! Já está cicatrizando... Agora, vê se se comporta né mocinha! Como pode se machucar tanto! Parece moleque!

— Mas eu caí, não foi culpa minha. – enxugo uma lágrima teimosa.

— Caiu fazendo o que?

— Jogando bola, ué?

— Então! Não prefere brincar de casinha?

— Eu gosto de brincar de casinha. Mas jogar bola também é legal!

— É eu sei... mas toma mais cuidado, filha. Nem tem mais espaço nesse joelho pra ralar! Rala o outro, pelo menos!

Rimos. Mamãe é engraçada.

— E agora, o que você vai fazer?

— Agora? Jogar bola! Os meninos vão se encontrar no parquinho daqui a pouco.

— Sério? Seu joelho nem sarou direito!

— Mas tem o outro, né mamãe!

E saio correndo, enquanto ela finge jogar o chinelo em mim. E ouço enquanto ela grita:

— Depois do jogo fala pra virem tomar lanche aqui. Vai ter limonada e bolo!

Chego no parquinho cedo e encontro Mateus sozinho. Deu certo! Ele sempre chega cedo. Acho que gosta de ficar fazendo nada.

— Oi.

— Oi. Como está seu joelho?

— Sarando. Ó.

— Caramba! Quanto sangue! – ele olha, cheio de admiração.

— Não é sangue, bobo! É merthiolate. – pensando bem, da próxima vez vou pedir pra mamãe passar bastantão.

— Ah, mas parece sangue. Dói?

— Só um pouquinho. – falo com cara de super heroína. – Valeu a pena.

— Valeu mesmo! O Rafael ficou com a maior cara de bobão quando você chegou na bola antes dele! E marcou gol ainda por cima!

— É pra ele saber que meninas jogam sim!

— Bem feito!

Rimos. É tão bom estar com ele. Ainda bem que os outros se atrasaram um pouco. Deu pra gente conversar sobre nossos desenhos favoritos e gibis. Ele gosta dos mesmos que eu! Ele é tão legal!

— Que bom que você chegou cedo. 

— É. Eu vi que você sempre chega cedo. Gosta de ficar um pouco sem fazer nada?

— Não... é que eu venho torcendo pra você chegar cedo também.

Nisso, chegam Nino e Julio. E em seguida, todos eles. E mais Carla, a irmã do Helio que quis jogar também, já que tinha uma menina jogando... O Rafael não gostou, mas quem liga pra ele? Daí todo mundo quis ver meu joelho e acharam que o merthiolate era sangue. Eu não corrigi ninguém e nem o Mateus, que piscou pra mim. Só ele sabia. Na verdade, eu nem pensava em nada, só no que ele disse por último. Que ele vinha cedo pra me ver. E no seu cabelo bagunçado, que eu tinha vontade de arrumar com os dedos.

Quando o jogo terminou, fomos pra minha casa tomar o lanche e mamãe ficou até tonta com nossa bagunça e feliz em ver que sobrou só um pedacinho pequenininho do bolo, que no fim o Nino comeu de gula. Era a primeira vez que iam na minha casa e estavam curiosos, então mostrei meu quarto, minhas bonecas e meus jogos para eles. Eles acharam muito irado. Meninos são engraçados!

Mateus estava calado. Só olhava tudo com muita atenção e pareceu gostar da Lili.

— Muito bonita, esta boneca.

— Ela é a minha favorita.

— Parece com você.

E ficamos nos olhando. Ele parecia querer dizer alguma coisa. Eu queria dizer alguma coisa. Mas não sei o que, já que nada fazia falta. Sem pensar, passei meus dedos pelo seus cabelos encaracoladinhos. Ele levou um susto e rimos do pulo que ele deu.

Depois que todos foram embora, voltei para o meu quarto e fiquei olhando para Lili e para mim no espelho. Lili é linda, será que ele me acha mesmo tão bonita? E então, vejo, em cima da minha penteadeira, um pacote de M&Ms e um papelzinho com o desenho de um coração. M&M. Marina & Mateus? Será? É sim!

Meu coração bate forte. Adoro M&Ms, mas este eu não vou comer, não. Guardo na minha caixa de tesouros, bem no fundo, do lado da florzinha que ele me deu no parque e da pedra cinza que ele usou pra jogar amarelinha e que peguei escondido.

Não vejo a hora de ir à escola amanhã e vê-lo no intervalo.


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