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Conto

Ligação Anônima

O Investgador Jorge Pereira recebe uma ligação intrigante e resolve ir atrás das informações que recebeu e ai que as coisas começam a ficar interessantes.

Filip Carpenter
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Áudio drama
Ligação Anônima
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Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

    Não consigo tirar as imagens dos assassinatos da minha cabeça, eram inúmeras incógnitas. Durante toda a minha carreira como policial nunca havia estado em um fogo cruzado como este, temo pela segurança da minha família, pois estamos provocando um vespeiro. Logo após receber algumas ordens do delegado Adriano, saí para tomar ar fresco e acabei por parar na minha cafeteria favorita da cidade, lugar onde minha mente se deixa levar, onde o mundo inteiro deixa de existir. Sentei-me próximo à janela afim de observar o movimento dos carros na principal avenida da zona sul, mesmo que meu cérebro estivesse processando tudo no automático.

    Em meus pensamentos de novo, imagens assustadoras me atormentavam, a sirene fictícia da polícia fez meus olhos arderem, e havia sangue por todos os lados da cena do crime. Ao fundo ouvi vozes de várias pessoas, mas a de Adriano se destacou na multidão. Ele pedia reforços, pois mais um corpo fora encontrado. Com a vítima estava mais uma mensagem, mais uma maldita pista... e mais um anelar cortado. Todos eles eram homens das mais variadas castas sociais, porém, possuíam algo em comum: batiam em suas mulheres — escrotos agressores. De todo modo, tudo isso vir a acontecer logo após o caso daquela velhinha Nina, torna as coisas ainda mais bizarras.

   Quando dei por mim já estava de volta ao trabalho na delegacia, perdi completamente a noção do tempo, lapsos voltaram a ocorrer desde o caso. Na minha mesa não havia outra coisa a não ser do trabalho, a foto dos meus filhos fora posta para dentro da gaveta, o foco tinha de ser total.

   O tempo passou mais que o combinado e fiquei na mesma posição por horas, mal sentia minhas pernas direito. Apenas queria acabar com tudo isso, pôr um fim a tantas dúvidas cruéis. Em meio a ofensas pensadas por mim, para mim, o telefone ao meu lado tocou tão alto que até o sujeito dorminhoco da recepção talvez tivesse acordado no pulo.

   — Alô? — falou uma mulher com uma voz fina.

   — Alô. Você está numa linha criptografada, em que posso ser útil? — respondi.

   — Senhor Jorge?

   — Como sabe meu nome? — perguntei num susto.

   — Por favor, escute, isso não vem ao caso agora... Dividi cela com Nelita, uma das suspeitas. Ela me falou muito sobre o seu marido Jairo. Os dois tiveram muitas brigas, todas por conta dele, um cara frio e escroto em todos os níveis.

   — Então, senhorita...

   — Daniele — disse ela num tom mais alto.

   — Senhorita Daniele. Quais informações você pode nos dar?

   — Antes, quero que saiba que temo por minha vida, preciso de proteção urgente!

   — Farei o possível para garantir-lhe isso. — Peguei meu bloco de anotações.

   — Eu e Nelita éramos como carne e unha, inseparáveis amigas de cela, até a chegada de uma velhinha chamada Nina.

   Meu estômago embrulhou ao ouvir aquele nome desprezível.

   — Nina ganhou inúmeras seguidoras na prisão. Transformou cada uma delas em máquinas prontas para matar os caras certos. Quem não estivesse do seu lado tinha a língua cortada ou coisa pior — continuou.

   — Aonde você quer chegar com isso tudo? — confrontei-a.

   — A tal seita tinha sede fixa fora da prisão. Lá aconteciam as reuniões. O lugar fica próximo ao cais, na rua principal.

   — Fico muito grato pelas informações.

   — Talvez você também queira saber que Nelita não era Nelita quando a conheci. — Fez-se uma pausa. — O seu nome era Jéssica. Ela foi "batizada" com um novo nome dado por Nina. Era um rito de passagem para todas.

   — Isso explica um bocado. — Guardei o bloco de notas. — Mas qual o motivo de me contar tudo isso?

   — Não tenho mais nada a perder, senhor, sou uma prova viva que querem ocultar.

   Acordei ainda na delegacia, sem saber ao certo por quantas horas havia apagado. Tinham algumas notificações de chamadas não atendidas, muitas delas de Dimas, outras da minha esposa. Perdi o maldito depoimento do primo de uma das vítimas, mas tenho a certeza de que consegui coisa ainda melhor. Saraiva, minha companheira de trabalho, entrou no meu escritório com algumas pastas em mãos.

   — O que você queria? — perguntou ela.

   — Preciso que você venha comigo até um local. Consegui um ótimo depoimento.

   — Você falou com o Adriano ou Dimas?

   — Não temos tempo, precisamos ser rápidos. — preparei-me para sair. — Você é a pessoa que mais confio neste lugar.

   Cruzamos a costa leste da cidade na maior rapidez possível, o cais ficava a algumas horas da delegacia, precisávamos ganhar tempo. Conferi no GPS duas vezes o endereço e torci para não ser trote nem nada do tipo. Um prédio abandonado chamou minha atenção, álibi perfeito para ocorrer todo tipo de reunião secreta. Só pode ser este. Caminhei com Saraiva algumas vezes em volta, mas não achei indício de absolutamente nada.

   — Vai ver era uma informação não confiável — disse ela cobrindo os olhos do sol.

   — Não sei, ela sabia meu nome. Sabe quantas pessoas sabem meu nome verdadeiro?

   — Poucas. — Saraiva encarou-me.

   — Deve haver algum tipo de sinal. — Prestei atenção ao meu redor, tentando encontrar algo. — O que eu faria se quisesse ocultar algo? — Quando virei-me, vi do outro lado da rua uma pequena lanchonete de nome: Jéssica Caseiros. — Puta merda! Não é possível.

   — O que foi?! Ei! Jorge!

   Cruzei a esquina com a arma em mãos, crente das minhas convicções. O lugar estava funcionando, tinham alguns clientes e uma atendente tentou chamar minha atenção.

   — Sai da frente! — ameacei.

   Segui para os fundos da loja, abri uma das portas de trás com um chute, liberando um depósito escuro que fedia a comida estragada.

   — O que está fazendo?! — Saraiva queria respostas para o meu surto.

   — Nelita é o novo nome de uma mulher que se chamava Jéssica. — Liguei minha lanterna e continuou para o fim do depósito. — Todas os nomes das esposas das vítimas assassinadas têm iniciais com "N". Nina criou uma seita e todas eram forçadas a mudarem os nomes. — Apertei um interruptor e uma sala inteira ficou iluminada. Lá dentro estavam todas as suspeitas, todas as esposas. — Vê? Todas elas estavam no esquema.

   Nadir, Nelita, Nina, Naiara e Nina, olhavam assustadas para mim. Na pequena sala não tinha muita coisa, apenas uma mesa com objetos espalhados e um quadro repleto de anotações.

   — Todas culpadas — falei com a arma apontada. — Mas não é só isso, precisavam de ajuda de outra pessoa para continuarem com a seita: Adriano. O homem que se aproximou de Nina durante o caso anterior. — Suspirei de alívio por ter juntado todas as peças. — Tudo se encaixa.

   Porém, amarrado numa cadeira no canto direito da sala estava Adriano, com a boca tapada com uma fita preta.

   — Você estava quase certo, Jorge, se não fosse por uma coisa... Eu que ajudei as garotas — disse Saraiva num tom diabólico pelas minhas costas.

   Antes que eu pudesse atirar na desgraçada, ela me acertou com uma coronhada na nuca. Minha visão aos poucos foi ficando opaca e caí de cabeça no chão.

   — Nina vive — murmurou ela.

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