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Índigo

Índigo está determinada. Esta pode ser a sua última missão, mas as recompensas que podem vir depois, valem qualquer sacrificio ou possível traição.

João Trevizan
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Áudio drama
Índigo
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Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Era noite quando uma moto branca cruzava o trânsito de Nova São Paulo. Era pilotada por uma mulher que vestia um capacete azul, uma jaqueta azul escuro, uma calça jeans preta com algumas linhas em azul neon e carregava uma mochila preta em suas costas. A moto atravessava uma das principais avenidas do país, que era cercada de prédios altos, outdoors luminosos, bares e estabelecimentos cheios de pessoas, androides e alguns outros seres robóticos.

A moto virou à direita e seguiu seu caminho por um bairro mais calmo, até chegar num edifício grande e iluminado com várias cores, isolado no final de uma rua e embaixo de uma avenida. O lugar tinha vários seres bebendo e conversando do lado de fora do estabelecimento.

A mulher estacionou a moto perto das outras, tirou seu capacete, deixando seus cabelos cacheados da cor índigo refletirem a luz quente vinda do edifício. Guardou o capacete dentro da parte de trás da moto e pegou um óculos de lente azul, o colocando em seu rosto. Ela escutou o ronco do motor e a voz da moto perguntando a ela:

- Índigo, certeza mesmo que é a única opção?

- A única que sobrou a tempo.

- Beleza! Mas lembre-se, quando você está com esses óculos eu vejo tudo o que você vê, então por favor, quando for no banheiro de novo desliga ele, tem coisas que uma moto não precisa saber!

A moça riu e andou em direção ao edifício, deixando sua moto para trás, que entrou na conversa com as outras motos. Parou na entrada e olhou para a placa acima da porta, onde estava escrito: Toca da Bruxa.

Entrou no edifício, o lugar tinha uma ambientação futurista, com muita luz neon. Parou no balcão, esticou seu braço para o recepcionista escanear o código em seu pulso, sua identidade foi mostrada no computador. Como todas de sua espécie, sua identidade era falsa, mas perfeita o suficiente para sua entrada ser liberada.

A balada estava cheia, a música eletrônica batia forte, a iluminação era fraca, mas possuía focos de luz de todas as cores que se moviam dentro do ambiente, as pessoas vestiam cores vibrantes, algumas usavam pinturas faciais coloridas. Várias pessoas dançavam no meio do salão e outras conversavam sentadas nas mesas ao canto. Índigo adentrou a multidão dançante, procurando pela mulher que ela precisava conversar, quando a viu teve uma surpresa: era a DJ da balada e estava em cima do palco. Ela era uma robótica, seu corpo era feito de metal cinza escuro quase preto, tinha longos dreads vermelhos e pretos, possuía quatro braços, dois tocando na mesa de som e outros dois dançavam, seu rosto tinha um crânio pintado ou era o próprio formato dele, vestia um espartilho vermelho metálico com uma saia longa de várias camadas de preto e usava cabos vermelhos como colar e pulseiras.

A luz da balada brilhou forte sobre o palco e Índigo não conseguia mais ver a DJ, quando a luz passou, não a viu na mesa de som e sentiu algo passando pelo seu ombro, se virou, viu a mulher sorrindo ao seu lado e lembrou porque a detestava. Bruxas são imprevisíveis.

- Sabia que você não iria desistir, fadinha - A bruxa segurou a mão de Índigo e a puxou.

Ela se sentiu estranha, por um momento parecia que todos na balada estavam em câmera lenta, e ela dançava junto com a bruxa, deslizando pelo chão, cruzando com velocidade todas aquelas pessoas quase paradas a sua volta. Ela não sabe onde e nem como, mas já estava sentada num sofá numa sala escura, uma cortina quase transparente era a porta da sala, o lugar era iluminado por um estranho tom verde e tinha alguns objetos pendurados no teto e outros jogados no chão. Índigo suou frio quando percebeu que esses objetos eram crânios e corpos vazios de androides e de outros seres mecânicos.

A bruxa sentou do seu lado, deu um sorriso e entregou-a uma taça com uma bebida reluzente. Ela aceitou, mas não tomou. Ficaram se encarando, até a bruxa começar a rir e dizer:

- Deu certo? Elas não perceberam a troca?

- Sim, está comigo, mas porque pergunta se deu a certeza que funcionaria?

- Nunca se sabe o que esperar de vocês fadas, afinal, você está aqui. E não foram as outras que fizeram isso ao seu companheiro?

A bruxa, rindo, estava segurando uma mochila preta. Índigo se assustou e procurou por sua mochila percebendo que não estava mais em sua posse, e viu a bruxa abrindo o zíper e tirando lá de dentro a cabeça de um jovem androide loiro. A bruxa saiu do sofá, e foi até uma mesa em um canto da sala, colocou a cabeça entre vários equipamentos tecnológicos e conectou alguns cabos a ele. Todas as luzes da sala se apagaram, a fada escutou zumbidos e viu as cabeças penduradas se mexerem e abrirem os olhos, luzes vermelhas saíram deles.

Assustada, Índigo se levantou, derrubou a taça com a bebida no chão e apenas viu a silhueta da bruxa contra uma forte luz vermelha, enquanto fazia uma dança macabra. Os corpos dos androides se levantaram, luzes vermelhas saiam de dentro deles, andaram e pararam do lado da fada, um deles puxou seu braço, colocou um pequeno objeto em sua mão e a arrastou para o canto da sala, onde tinha uma grande porta de metal que se abriu revelando um portal de luzes amarelas. A bruxa pegou a mochila preta e foi em direção a fada.

- A primeira etapa está concluída, agora você terá que pegar a interface que me foi roubada pelos goblins e coloque-a nesse pendrive. Eu sei! É uma tecnologia antiga, mas perfeita para não ser detectada pela internet. Depois a programe no painel das fadas, com isso vou sincronizar as informações, e com minha magia irei trazer seu amado de volta à vida! Claro, ele será só uma cabeça falante, mas não é problema meu, e você já é grandinha o suficiente para comprar um corpo novo. Mas lembre-se, primeiro você terá que me pagar o preço, dê o site para mim - A bruxa jogou a mochila para a fada pegar - Só me diga uma coisa, está fazendo tudo isso apenas por amor?

Índigo olhou fixamente nos olhos da bruxa, que gargalhou e disse:

- Gosto muito mais assim!

O corpo do androide jogou a fada para dentro do portal e uma luz amarela tomou conta de sua visão. Ela estava dentro da internet. Uma pessoa orgânica não conseguiria sobreviver a essa viagem, mas ela era uma fada, seu corpo artificial foi feito para ficar lá. Sua viagem chegou ao fim e Índigo foi arremessada para fora da internet. Ela estava deitada numa pilha de entulho, num lugar escuro e fechado, tocou em seu óculos azul e chamou por sua moto:

- R6, onde estou?

- Espera que eu buguei! Essas viagens me confundem! Mas acabei de achar sua localização, está num metrô abandonado perto do parque da cidade.

Índigo se levantou, saiu do entulho, olhou para trás e viu o portal abandonado, o examinou e viu que estava quebrado. Não sabia como a bruxa o ligou, mas sabia que não conseguiria fazer funcionar.

- R6, venha até aqui, não tem como eu voltar pelo mesmo caminho.

A moto ligou seu motor, ativou o piloto automático e saiu dirigindo pelas ruas indo em direção ao metrô. Índigo tocou novamente em seu óculos, ativou a visão noturna e viu algo aparecer na tela de seu óculos. Era o rosto da bruxa rindo que logo foi substituído por um mapa, indicando o local que ela deveria ir.

A fada não conhecia muito sobre os goblins, mas sabia que eles trocavam objetos tecnológicos de valor por serviços ou outras mercadorias. Esperava ter um encontro pacífico e tentar uma troca com as tecnologias que carregava.

Seguindo o mapa, Índigo andou pelo metrô abandonado, desceu uma escada, chegou nos trilhos e viu uma placa escrita à mão: Estamos fora, posto de trocas fechado.

Ela não tinha tempo a perder, não poderia esperar os goblins voltarem, tinha que tomar uma atitude. Examinou o local, tentou localizar algum sistema de defesa, mas não teve sucesso. Desceu na linha do trem e foi até a entrada do túnel, que estava fechado com uma grade, procurou alguma forma de abrir e encontrou escondido, atrás de um pilar na parede, um sistema de alarme. Encostou-se na parede o máximo que pode para se esconder. Analisou o alarme: era um modelo moderno, exatamente o que ela precisava. Tirou de sua mochila um pequeno cortador de metal, e com cuidado, cortou uma parte do alarme expondo seus circuitos, analisou o modelo, tirou de sua mochila uma pequena caixa preta com alguns cabos expostos, encaixou um dos cabos na entrada dos circuitos e fez sua mágica.

Um painel luminoso feito de energia surgiu flutuando em sua frente. Índigo não era uma fada qualquer, era uma hacker, tinha a habilidade de projetar computadores e com eles conseguia entrar em qualquer tecnologia sem ser identificada. A fada entrou no sistema do alarme digitando em seu computador. Conseguiu desligar todo o sistema de defesa do túnel além de abrir todas as portas. Procurou por formas de vidas detectadas pelo sistema de segurança, mas só encontrou pequenos animais como ratos. Estava com sorte, os goblins não estavam presentes.

Guardou seu equipamento, abriu a grade e entrou no túnel, o mapa ainda guiava sua direção. Índigo viu metralhadoras no teto que eram do sistema de defesa. Ela sabia que estavam desligadas, mas prendeu a respiração e avançou com medo. Devagar atravessou as armas que não dispararam e Índigo suspirou aliviada.

O lugar era um depósito de todo tipo de tecnologia, de modernas a antigas, de comuns a outras que nunca tinha visto antes, peças pequenas e outras enormes. Índigo ficou curiosa e quis explorar toda aquela tecnologia, talvez pegar alguma para ela.

A fada quis ver tudo que estava ali, mas sabia que não poderia perder tempo e correu até seu objetivo, seguiu o mapa e virou em uma passagem a esquerda. Abriu uma porta e entrou em uma sala cheia de computadores ligados.

Encontrou o computador desejado, pegou um cabo em sua mochila e conectou seu computador de energia no computador dos goblins. Vasculhou todos os dados, viu que existiam vários programas e vírus de muita potência, que poderiam corromper todo um site ou qualquer tecnologia. Índigo encontrou a interface que a bruxa precisava, pegou o pendrive e salvou-a dentro dele. Levaria algum tempo para realizar o download e a fada queria  alguns daqueles programas para ela, não correria o perigo de salvar em seu próprio computador, então saiu da sala e foi procurar nos depósitos se existia algum equipamento que ela poderia pegar e usar, analisou alguns, encontrou um pendrive numa bagunça de objetos em cima de um barril e o pegou.

Cometeu um terrível erro.

Goblins são formas de vida artificiais e com corpos feitos de metais, Índigo não sabia disso. O pendrive que ela pegou não estava em cima de um barril, estava em cima das costas de um goblin, que sentiu o toque, acordou, virou-se e soltou um grito que ecoou por todo o túnel.

A fada caiu no chão com o susto, vendo aquele ser estranho que parecia um pequeno homem feito de sucata. Ela se levantou e correu para a sala do computador, parou na frente dele e viu que a interface ainda não estava salva, se virou e viu um o goblin  parado na porta da sala. Ele correu em sua direção e saltou para atacar, a fada se jogou para o lado desviando do ataque que acertou a mesa e derrubou todos os computadores no chão.

O programa foi salvo e Índigo conseguiu retirar o pendrive, e antes do goblin se virar para um outro ataque, ela saiu correndo da sala, passou pela porta e viu algo sendo arremessado contra sua cabeça, quase atingindo-a. Correu em desespero quando vários objetos foram lançados sobre ela, a derrubando no chão, e se arrastou para baixo de uma mesa.

Índigo projetou seu computador ainda conectado com o sistema de segurança, ativou as metralhadoras para atirarem no goblin. Ela ouviu o som dos tiros e de objetos quebrando, saiu de baixo da mesa e correu para a saída. Escutou um som de explosão e os tiros pararam, um zumbido alto ecoou pelo túnel e ela olhou para trás. Era um outro goblin, bem maior e mais forte que o outro.

Ela correu até chegar na grade, se virou, viu o goblin monstruoso correr em sua direção, fechou a grade e correu até a escada. A grade não foi capaz de impedir o goblin que a quebrou com facilidade, e foi atrás da fada em fúria.

Perdida sem saber para onde ir, Índigo fugia correndo do monstro, quando viu na lente do óculos o rosto da bruxa rir e um mapa aparecer em seguida. Mostrava sua localização. A fada correu pelo caminho indicado. O goblin era grande, mas não era rápido e não conseguia alcançá-la, mas pegava entulhos e jogava em sua direção, tentando atingir seu alvo.

Correndo, a fada tocou no seu óculos chamando por sua moto que, segundo o mapa, já estava próxima da saída.Virou a esquerda e subiu uma última escadaria que dava para uma grade fechada, não teria tempo de abrir usando seu computador. Olhou para trás e viu a criatura correndo em sua direção. Sem ter para onde fugir, a fada seguiu sua intuição e ficou parada, esperou a criatura chegar próximo, a viu pulando em sua direção e então se jogou para o lado. O goblin acertou a grade com força, quebrando-a e ficando preso nos destroços. Índigo viu uma abertura em que poderia passar, se levantou, correu, passou pelo buraco, saiu numa parte abandonada perto do parque e viu sua moto vindo em sua direção. Ela parou ao seu lado, a fada subiu nela, olhou para a criatura que se soltou e correu em sua direção, mas a moto foi mais rápida, acelerou o motor e saiu em alta velocidade. A criatura goblin não foi capaz de alcançá-las, apenas olhou com raiva e voltou para dentro da estação do metrô.

- Peguei uma multa por sua culpa!

- Eu quase fui morta!

- São quatro pontos de multa!

- Você supera isso - A fada riu de alívio - Vamos para a casa dele.

As  duas atravessaram a cidade, parando numa rua pouco movimentada. Estacionou a moto, pegou seu capacete, o colocou e subiu novamente na moto, a ligou e continuaram a viagem. Por precaução, Índigo não achou sensato aparecer na cena do crime em sua forma física padrão. Fechou os olhos (sua moto dirigia por ela) e se concentrou em um novo rosto e transformou-se nele. Seu cabelo se tornou vermelho e liso, seu rosto ficou mais quadrado e engordou seu corpo. Fadas podem mudar a forma física de seu corpo e sua carteira de identidade mudava junto com ela.

Chegaram num bairro antigo do país, com vários prédios altos. Estacionou a moto na rua, deixando seu capacete. R6 reprovou sua nova aparência. Índigo foi em direção a um prédio no final da rua, chegou no portão, abrindo-o com a chave. Pegou o elevador para o décimo andar e entrou no apartamento de número 1042.

Estava do jeito que as fadas deixaram. Ainda não tinham feito a limpeza, o corpo decapitado do androide estava estendido no chão da sala, o portal para a internet escondido no canto do escritório e todos os equipamentos tecnológicos mais modernos perfeitamente alinhados nas estantes.

Voltou a sua forma física normal, registrou em sua memória a outra forma, caso precisasse ao sair novamente do apartamento e andou até o quarto. Pegou o carregador da moto e o colocando no bolso, olhou para aqueles pôsteres  que seu  companheiro colava na parede e que ela achava brega. Chorou, se recompôs e foi para o escritório, projetou seu computador, o ligou no portal, o abriu e entrou, indo para o site das fadas.

Ela odiava aquele lugar que ajudou a construir. Passou anos coletando, gerando e roubando dados, apenas para construir o mundo perfeito das fadas, onde poderiam ter seu próprio domínio, crescer e controlar o mundo real em segurança. O site ainda não estava com sua forma física pronta, mas isso era simples. As fadas estavam se divertindo criando a aparência de seu novo mundo, enquanto Índigo entrava escondida no sistema central, uma sala circular em que as paredes eram formadas por monitores, todos mostravam diversas fadas construindo o ambiente, no meio da sala, um grande painel com uma torre de luz, onde estava a réplica da cabeça do androide que Índigo substituiu pelo original.

Índigo andou até o painel, começou a mexer nos computadores e ouviu uma voz vinda de um dos cantos;

- Está lindo, não acha?

Violeta, a líder das fadas de corpo metálico, surgiu na sala, Índigo não soube como não a viu, mas deduziu que fosse outra de suas habilidades. Ela a odiava com todas suas forças. Discretamente, Índigo pegou o pendrive e encaixou no computador, abriu o programa e começou a digitar.

- Muito brega - respondeu Índigo - Só faltou elas fazerem rios de chocolate e arco-íris. E o que fará com o androide?

- Logo sua mente será convertida para nosso roteador, depois Ciano eliminará o corpo - Violeta olhava para os monitores observando as fadas.

- Que desperdício, ele tinha uma mente tão brilhante...

- Desperdício era ele continuar gastando seu potencial com programação, depois de concluir nosso trabalho ele não iria fazer nada superior, também não poderíamos deixar o único que sabia desse nosso segredo livre. Imagine se as bruxas soubessem e quisessem fazer o mesmo, o que poderia acontecer?

Índigo sabia bem o que poderia acontecer, estava fazendo acontecer e programando, seguia com o plano da bruxa. Inconformada, Índigo perguntou:

- Você sabia quem éramos próximos?

- Óbvio, depois desses anos trabalharam juntos.

- Sabia que éramos um casal?

Violeta segurou um riso.

- Um relacionamento com algo tão mundano - Ela se virou - Afinal, qual trabalho faltou para você finalizar aqui?

- Esse aqui.

Índigo, olhou nos olhos de Violeta e apertou a tecla enter.

A sala inteira ficou vermelha, nos monitores apareceu o rosto da bruxa que ria.Violeta entrou em desespero e viu o portal na sala se abrir. A bruxa surgiu dançando, segurando a cabeça do androide, todo o lugar começou a se desfazer.

Paralisada, Índigo só conseguia ver a cor vermelha, escutar um zumbido baixo e a voz da bruxa ecoou dentro de sua cabeça.

- Fadinha, como combinado seu amado está de volta, apenas esqueci de mencionar, eu tenho um outro corpo para trazê-lo à vida, o seu!

A consciência do androide foi transferida para dentro da cabeça de Índigo, essa estava deitada no chão ao lado do corpo no apartamento, do seu outro lado a cabeça verdadeira do androide jogada no chão embrulhada como um presente. A fada se levantou, mas quem se levantou não era a Índigo e não era o andróide. O corpo era de Índigo, mas sua consciência estava diferente, possuía as memórias dela e dele, a personalidade dele e dela, mas não era nenhum dos dois. Esse novo ser, não se reconhecia como nenhum deles, não sabia por qual nome queria ser chamado e não sabia o que sentir. Olhou no espelho e viu o corpo de Índigo, mas não se reconheceu no corpo, mudou sua forma algumas vezes e parou num corpo atlético, de cabelos verdes e curtos. Pegou a cabeça no chão, colocou na mochila e desceu até a sua moto na rua.

- Não entendo, você é a Índigo, e o Owen, mas ao mesmo tempo não é nenhum. - Disse R6 em confusão.

- Também não sei quem sou.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, até a moto quebrar o clima.

- Sabe, meu antigo dono me esqueceu carregando na tomada a noite inteira, eu já estava com a bateria cheia, mas continuava recebendo energia, então na manhã seguinte ele tentou me tirar da tomada, mas não conseguiu, eu estava em choque!

- Uma coisa ainda sei, continuo achando suas piadas horríveis.

- Sei que no fundo, de um dos dois, você gostou.

Eles riram, a “antiga” Índigo subiu na moto que perguntou.

- Para onde vamos?

- Primeiro para o metrô abandonado, os goblins fazem qualquer negócio, nessa forma não vão me reconhecer. Quero trocar uma cabeça cheia de dados de fadas por um vírus capaz de derrubar um site - colocou seu capacete - se derrubarmos a tempo quem estiver lá dentro será deletado, isso significa que depois vamos para onde está o computador que hospeda este site, a Toca da Bruxa.


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