Alma Esfolada

Drama
Começou, agora termina queride!

Conquista Literária
Conto publicado em

Sinopse

Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Ainda te escrevo contos. Lembra? Você era a primeira a ler, cheio de erros ortográficos, tudo errado, fora do lugar, mas eram urgentes, urgentes para você.

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
Alma Esfolada
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Ainda te escrevo contos. Lembra? Você era a primeira a ler, cheio de erros ortográficos, tudo errado, fora do lugar, mas eram urgentes, urgentes para você. O sentimento estava lá, essencial feito um haicai. Depois eu lapidava, obcecado, linha a linha, verbo a verbo, só para o teu deleite. Nossas histórias e invenções.

Ainda te escrevo, tenho dito, contos e versos. Escrevo e te leio por aí.

Um dia você não gostou, biográfico demais, disse que eu te expus. Um dia você me expôs. Achei que fosse ingênua, que podia tripudiar, me vingar nas letras, te fazer sangrar na ponta do lápis, da caneta sem tinta de tanto esfolar seu nome no papel.

Esfolei foi na pele, teu nome, minha desgraça, caminho traçado por mãos próprias. A alma esfolada no asfalto, os carros passando por cima, ininterruptos.

Hoje, os versos em sua homenagem matam minha fome, me rendem o almoço, uma sobra. Registrados na madeira de móveis abandonados, pendurado nas grades, nas árvores, no chão da Avenida Paulista esquina com parque Trianon. Às vezes enfeitam a Luz, a catedral da Sé, a sua vista nunca mais. A minha persegue as letrinhas do teu nome nos jornais que tentam me esquentar, nem sempre me bastam.

Troco sem pudor teu nome por uma bebida barata, duas até, e durmo abraçado à garrafa como fazíamos no tempo sem intrigas, da ficção barata. Choro ódio e saudade. Quem inspira esses contos sem teto, escritos no papel de pão, em cadernos abandonados, versos de panfletos amarrotados? Dentista, ótica, prato feito, tarô, trago o seu amor de volta em trinta dias. Trezentos e sessenta e cinco e um pouco mais, já te materializo na ponta do cachimbo, aí é que o verbo corre solto, aí que te reinvento lamentando a verdade dos fatos.

Teu nome. Teu nome faz tilintar as moedas na lata de alumínio. Te amaldiçoo nas estrofes, parágrafos, mas não te desejo o inferno.

Aqui faz muito frio.

Palma, palma... Logo os contos desta obra serão selecionados e aparecerão aqui.

Sinopse

Estamos preparando e revisando este conto, em breve o publicaremos aqui. :D

Ainda te escrevo contos. Lembra? Você era a primeira a ler, cheio de erros ortográficos, tudo errado, fora do lugar, mas eram urgentes, urgentes para você.

Prólogo

Epílogo

Conto

Ainda te escrevo contos. Lembra? Você era a primeira a ler, cheio de erros ortográficos, tudo errado, fora do lugar, mas eram urgentes, urgentes para você. O sentimento estava lá, essencial feito um haicai. Depois eu lapidava, obcecado, linha a linha, verbo a verbo, só para o teu deleite. Nossas histórias e invenções.

Ainda te escrevo, tenho dito, contos e versos. Escrevo e te leio por aí.

Um dia você não gostou, biográfico demais, disse que eu te expus. Um dia você me expôs. Achei que fosse ingênua, que podia tripudiar, me vingar nas letras, te fazer sangrar na ponta do lápis, da caneta sem tinta de tanto esfolar seu nome no papel.

Esfolei foi na pele, teu nome, minha desgraça, caminho traçado por mãos próprias. A alma esfolada no asfalto, os carros passando por cima, ininterruptos.

Hoje, os versos em sua homenagem matam minha fome, me rendem o almoço, uma sobra. Registrados na madeira de móveis abandonados, pendurado nas grades, nas árvores, no chão da Avenida Paulista esquina com parque Trianon. Às vezes enfeitam a Luz, a catedral da Sé, a sua vista nunca mais. A minha persegue as letrinhas do teu nome nos jornais que tentam me esquentar, nem sempre me bastam.

Troco sem pudor teu nome por uma bebida barata, duas até, e durmo abraçado à garrafa como fazíamos no tempo sem intrigas, da ficção barata. Choro ódio e saudade. Quem inspira esses contos sem teto, escritos no papel de pão, em cadernos abandonados, versos de panfletos amarrotados? Dentista, ótica, prato feito, tarô, trago o seu amor de volta em trinta dias. Trezentos e sessenta e cinco e um pouco mais, já te materializo na ponta do cachimbo, aí é que o verbo corre solto, aí que te reinvento lamentando a verdade dos fatos.

Teu nome. Teu nome faz tilintar as moedas na lata de alumínio. Te amaldiçoo nas estrofes, parágrafos, mas não te desejo o inferno.

Aqui faz muito frio.

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