A substância da vida

Sci-Fi
Começou, agora termina queride!

Conquista Literária
Conto publicado em
Mirage: Miscelanea de Narrativas Irreais vol. 01

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
A substância da vida
0:00
0:00

Amaldiçoada seja — Ele pensou.

E ela entrou pela sala. Afobada, nervosa, com os saltos das botas negras fazendo

barulho no assoalho. Os seios ainda muito duros e róseos, camuflados sob a blusa

de renda preta, emprestavam-lhe mais e mais juventude. Raivosa, neurótica, ruim

de coração. Mas perfeita. Um sonho de se olhar e de se viciar de todo jeito. Pernas

brancas como papel, e duras como um iceberg: ela.

Gelo. Poderia ser seu sobrenome. O que lhe inundava as veias, a cor de sua

alma, o líquido sem o calor de seu sangue. Mas a pele muito alva, revelava presença

de glóbulos vermelhos, no ruborizar de sua face. E apenas isso. Nada mais atestava

vida naquela mulher odienta. Ele pensava assim. Ele.

Colocou o casaco e a bolsa sobre a poltrona, e sentou-se arreganhando as

pernas em posição de parto. Apenas para provocá-lo. Para incendiá-lo; ou criar umas

brasinhas em seu corpo destruído. Acendeu um cigarro e pôs-se a encarar. Com

aquele risinho nojento, falso, miserável, crápula. Com a desfaçatez dos canalhas. Sorria

com os olhos lânguidos, as pernas abertas, a calça de couro, o cigarro dentre os

lábios. A juventude agressiva e não contagiante. Não contaminante. Juventude cruel

dos que a possuem, majestosamente. E, com a voz rouca de garganta cheia de nicotina

— o que lhe emprestava uma sonoridade sensual e mordaz— iniciou a melodia

de sua fala.

— Vejo que ainda não morreu.

‘’Vejo que não morreu’’... Era a forma dela ofertar boa noite. Diariamente, ao

chegar do trabalho, encontrava-o assim: sentado na sala, perto da lareira e olhando

para o teto, ou para o vago. Regozijando-se com sua autocrucificação. Um Jesus ensanguentado

e vítima de um mundo pérfido e intragável. Diferente disso, eram os

dias em que bebia garrafas de vodca, a cair e ficar desmaiado por horas sobre o tapete.

Era encontrado assim, pela manhã: jogado como uma folha de jornal amarrotada,

ensopada de álcool. A empregada o tentava acordar e chamava o jardineiro para carregá-

lo até a cama; e ainda se sentia o aroma do perfume vaporizado por toda a casa

— rastro que a perversa deixava ao sair para o trabalho, em direção à luz da manhã

— o largando, desfalecido, ali mesmo. E os dias sórdidos eram assim.

— Não morri não. Ainda não — Ele respondeu com a voz trêmula, mas

agressiva.

E, com a mesma dificuldade de sempre, empurrou a cadeira de rodas para

perto dela. Ele poderia ter uma cadeira automatizada, cara, de última geração, mas

não queria; ia empurrando-se, se arrastando pelas paredes todas já arranhadas, já

imundas, indo aproximando-se e, quanto mais se aproximava, mais enxergava aqueles

dois faróis azuis que eram os olhos dela: debeladores, lascivos, vis. Os donos da

alma dele. A excitação pungente de sua vida, de suas noites, de seus pesadelos. O

olhar de escárnio da beleza infinita da — ainda — juventude constelada dela.

Ao sentir a aproximação da cadeira de rodas, ela levantou-se e foi até a janela.

De soslaio, observou o vulto daquele homem já velho, parado no meio da sala, com

as pernas esmirradas como gravetos, e um cobertor no colo. Chinelos nos pés, olhos

fundos esbugalhados. Corroídos. Inchados. Aquela visão do inferno. Vê-lo ali, sem o

bater da vida, sem a alegria dos melhores momentos, era repulsivo. Ela era tão mais

jovem do que ele, e detinha o direito ao frescor dos novos sonhos. Dona do poder de

existir, e de sugar o sopro da vida. Ele, não mais. Não queria. Não suportava.

Casara-se com ela, no broto dos dezenove anos da quase menina. E ele, já

passava, e muito, da casa dos quarenta. Para ela, uma paixão de moça diante da sabedoria

e da maturidade do professor da faculdade. Para ele, o fascínio do corpo e

da tez, da propriedade da pele. O sexo súbito e incontrolável, os gozos espetaculares

e os sussurros de uma voz quase infantil, dotada de meiguice ainda não poluída.

Como uma pulverização de eucaliptos, adentrando as masmorras das grandes bibliotecas

empoeiradas e escuras, onde ele vivia enterrado: estudando, pesquisando,

aprofundando-se, sofrendo das angústias perversas do saber. Tornando-se, homeopaticamente,

gordo e velho. Fumando e bebendo, para suprir o que a alta filosofia

não fazia por ele, não o convencia, muito menos, o curava. E, sem fé, perdia todos

os rumos. O prazer e a nobreza da dor sempre o acompanharam. A dor, para ele, era

destino certeiro dos grandes sabedores confinados em suas solidões, por deterem a

amplitude da mente. O mundo banal jamais o interessou. E ela, apenas aprendiz. Ela,

tenra. Ela, com bicos do seio rosa-bebê. Ela, solar. Casaram-se na praia — por desejo

dela — sempre natural e leve que era. E continuava sendo. Ele reclamou do início ao

fim. Da areia, do sol, do calor, do vento. Do excesso de amor e de alegrias. De tudo.

Apagou o cigarro no vidro da janela. De costas, ainda. Ele, imóvel na cadeira,

olhava para os pés magérrimos dentro das meias. Mortos. Mórbidos e cadavéricos.

Havia uma grande beleza quase Cristiana naquela visão — ele pensava.

Foi quando, de repente, seus olhos foram atraídos para uma estatueta de

bronze sobre a cantoneira, e ele foi tomado por um desejo incontrolável de esmagar a

cabeça dela. Poder ver o sangue jorrar e inundar o tapete onde ele dormia em prantos

— e bêbado, no seu desespero — sem que ela se condoesse. Sem que se aliasse ao seu

pacto implacável com a melancolia profunda. Mulher fútil e banal. Não compreendia.

Não tinha alcance. Vazia. Sua jornada era talhada por caminhos pequenos, com

destinos óbvios e superficiais — Mentalizada ele, diariamente.

Queria para ela uma morte medonha e brutal; de preferência, que desfigurasse

seu rosto impávido de porcelana. E aquele riso que não parava de rir. Riso dos

rasos, dos comuns, dos que não conhecem o quanto viver é implacável. Que o azul

incomparável de seus maquiavélicos magníficos olhos se tornasse nulo, pela cegueira.

Que sua juventude derretesse. A estátua nem resolvia tanto.

Ela não o olhava, mas sentia o calor do corpo dele, a alguns metros. E lembrava-

se de como amava a sua inteligência. Do tanto que havia aprendido com tudo

o que ele falava. O que ele contava, e o que ensinava. As horas sobre a cama, onde

ela era apenas uma bonequinha estúpida com sexo pulsante de mulher e, ainda, com

uma pureza interior que ele sabia capturar e desbravar. Lembrava-se dos significados

que encontrou para a vida, depois que o conheceu. Do nada que sabia, e de tudo que

aprendera, em todos os dias ao lado daquele homem.

E lágrimas quentes se represavam em seus olhos, prontas a explodir. Uma

vontade imensa de chorar, de cair, de se jogar. Vontade de se guardar no colo dele,

como um feto desnutrido, ou uma planta implorando rega, e sentir o perfume cítrico

do início que não existia mais. Pois ele recusava-se a tomar banho, e permanecia

muitos dias com a mesma roupa. Deleitava-se com aquele sofrimento, e com aquele

desterro de tudo.

Contendo o choro, foi até a janela olhar a noite seca lá fora. Desejo que ele a

tomasse nos braços e que a amasse com furor. Que dissesse que a amava. Que a beijasse

como antes. Que pedisse ajuda. Ela não lhe daria sua pena, nem sua compaixão.

Jamais. Mas abriria os braços para acalentá-lo: não como a um bebê, mas como a um

homem profundamente amado.

Então, respirou bem fundo — na intenção de confessar sua dor — pelo fim

do amor deles, e do amor dele por ele mesmo. Linda, nevada, e com a turquesa dos

olhos inigualáveis inundados de lágrimas, virou-se para ele...pois, pungente, era o

seu amor imortal, trancado e abatido no peito. Sentia tudo. Sorria docemente, resignadamente,

mas com o rosto encharcado. A estatueta de bronze permanecia no

lugar, mas a gaveta onde ele guardava a arma, estava perto.

Enquanto ela fumava na janela, ele foi-se empurrando na cadeira, até a cômoda.

Pegou a arma que estava carregada com uma única bala, e escondeu-a sob o

cobertor que aquecia suas pernas mortas — avistando, na semipenumbra, aquela

mulher belíssima com os cabelos escorridos até a cintura. De costas para o tiro certeiro.

Preparada para — finalmente — conhecer a morte da vida. Ele foi até ela e

engatilhou a mira, com a mão trêmula, pingando suor frio.

O tiro foi certeiro. E ela caiu; mas com os olhos ainda moços, ainda ingênuos

— abertos e arregalados — o fitando. Os olhos vivazes, ainda não estavam mortos.

Ele alcançou a garrafa de uísque e o isqueiro dela. Acendeu uma única vez.

E, finalmente tornou negros, os olhos mais azuis que conheceu na vida.

Regozijou-se e embebedou-se, até o despertar de um lindo céu turquesa de

verão...

Que ele, não viu.

Prólogo

Epílogo

Conto

Amaldiçoada seja — Ele pensou.

E ela entrou pela sala. Afobada, nervosa, com os saltos das botas negras fazendo

barulho no assoalho. Os seios ainda muito duros e róseos, camuflados sob a blusa

de renda preta, emprestavam-lhe mais e mais juventude. Raivosa, neurótica, ruim

de coração. Mas perfeita. Um sonho de se olhar e de se viciar de todo jeito. Pernas

brancas como papel, e duras como um iceberg: ela.

Gelo. Poderia ser seu sobrenome. O que lhe inundava as veias, a cor de sua

alma, o líquido sem o calor de seu sangue. Mas a pele muito alva, revelava presença

de glóbulos vermelhos, no ruborizar de sua face. E apenas isso. Nada mais atestava

vida naquela mulher odienta. Ele pensava assim. Ele.

Colocou o casaco e a bolsa sobre a poltrona, e sentou-se arreganhando as

pernas em posição de parto. Apenas para provocá-lo. Para incendiá-lo; ou criar umas

brasinhas em seu corpo destruído. Acendeu um cigarro e pôs-se a encarar. Com

aquele risinho nojento, falso, miserável, crápula. Com a desfaçatez dos canalhas. Sorria

com os olhos lânguidos, as pernas abertas, a calça de couro, o cigarro dentre os

lábios. A juventude agressiva e não contagiante. Não contaminante. Juventude cruel

dos que a possuem, majestosamente. E, com a voz rouca de garganta cheia de nicotina

— o que lhe emprestava uma sonoridade sensual e mordaz— iniciou a melodia

de sua fala.

— Vejo que ainda não morreu.

‘’Vejo que não morreu’’... Era a forma dela ofertar boa noite. Diariamente, ao

chegar do trabalho, encontrava-o assim: sentado na sala, perto da lareira e olhando

para o teto, ou para o vago. Regozijando-se com sua autocrucificação. Um Jesus ensanguentado

e vítima de um mundo pérfido e intragável. Diferente disso, eram os

dias em que bebia garrafas de vodca, a cair e ficar desmaiado por horas sobre o tapete.

Era encontrado assim, pela manhã: jogado como uma folha de jornal amarrotada,

ensopada de álcool. A empregada o tentava acordar e chamava o jardineiro para carregá-

lo até a cama; e ainda se sentia o aroma do perfume vaporizado por toda a casa

— rastro que a perversa deixava ao sair para o trabalho, em direção à luz da manhã

— o largando, desfalecido, ali mesmo. E os dias sórdidos eram assim.

— Não morri não. Ainda não — Ele respondeu com a voz trêmula, mas

agressiva.

E, com a mesma dificuldade de sempre, empurrou a cadeira de rodas para

perto dela. Ele poderia ter uma cadeira automatizada, cara, de última geração, mas

não queria; ia empurrando-se, se arrastando pelas paredes todas já arranhadas, já

imundas, indo aproximando-se e, quanto mais se aproximava, mais enxergava aqueles

dois faróis azuis que eram os olhos dela: debeladores, lascivos, vis. Os donos da

alma dele. A excitação pungente de sua vida, de suas noites, de seus pesadelos. O

olhar de escárnio da beleza infinita da — ainda — juventude constelada dela.

Ao sentir a aproximação da cadeira de rodas, ela levantou-se e foi até a janela.

De soslaio, observou o vulto daquele homem já velho, parado no meio da sala, com

as pernas esmirradas como gravetos, e um cobertor no colo. Chinelos nos pés, olhos

fundos esbugalhados. Corroídos. Inchados. Aquela visão do inferno. Vê-lo ali, sem o

bater da vida, sem a alegria dos melhores momentos, era repulsivo. Ela era tão mais

jovem do que ele, e detinha o direito ao frescor dos novos sonhos. Dona do poder de

existir, e de sugar o sopro da vida. Ele, não mais. Não queria. Não suportava.

Casara-se com ela, no broto dos dezenove anos da quase menina. E ele, já

passava, e muito, da casa dos quarenta. Para ela, uma paixão de moça diante da sabedoria

e da maturidade do professor da faculdade. Para ele, o fascínio do corpo e

da tez, da propriedade da pele. O sexo súbito e incontrolável, os gozos espetaculares

e os sussurros de uma voz quase infantil, dotada de meiguice ainda não poluída.

Como uma pulverização de eucaliptos, adentrando as masmorras das grandes bibliotecas

empoeiradas e escuras, onde ele vivia enterrado: estudando, pesquisando,

aprofundando-se, sofrendo das angústias perversas do saber. Tornando-se, homeopaticamente,

gordo e velho. Fumando e bebendo, para suprir o que a alta filosofia

não fazia por ele, não o convencia, muito menos, o curava. E, sem fé, perdia todos

os rumos. O prazer e a nobreza da dor sempre o acompanharam. A dor, para ele, era

destino certeiro dos grandes sabedores confinados em suas solidões, por deterem a

amplitude da mente. O mundo banal jamais o interessou. E ela, apenas aprendiz. Ela,

tenra. Ela, com bicos do seio rosa-bebê. Ela, solar. Casaram-se na praia — por desejo

dela — sempre natural e leve que era. E continuava sendo. Ele reclamou do início ao

fim. Da areia, do sol, do calor, do vento. Do excesso de amor e de alegrias. De tudo.

Apagou o cigarro no vidro da janela. De costas, ainda. Ele, imóvel na cadeira,

olhava para os pés magérrimos dentro das meias. Mortos. Mórbidos e cadavéricos.

Havia uma grande beleza quase Cristiana naquela visão — ele pensava.

Foi quando, de repente, seus olhos foram atraídos para uma estatueta de

bronze sobre a cantoneira, e ele foi tomado por um desejo incontrolável de esmagar a

cabeça dela. Poder ver o sangue jorrar e inundar o tapete onde ele dormia em prantos

— e bêbado, no seu desespero — sem que ela se condoesse. Sem que se aliasse ao seu

pacto implacável com a melancolia profunda. Mulher fútil e banal. Não compreendia.

Não tinha alcance. Vazia. Sua jornada era talhada por caminhos pequenos, com

destinos óbvios e superficiais — Mentalizada ele, diariamente.

Queria para ela uma morte medonha e brutal; de preferência, que desfigurasse

seu rosto impávido de porcelana. E aquele riso que não parava de rir. Riso dos

rasos, dos comuns, dos que não conhecem o quanto viver é implacável. Que o azul

incomparável de seus maquiavélicos magníficos olhos se tornasse nulo, pela cegueira.

Que sua juventude derretesse. A estátua nem resolvia tanto.

Ela não o olhava, mas sentia o calor do corpo dele, a alguns metros. E lembrava-

se de como amava a sua inteligência. Do tanto que havia aprendido com tudo

o que ele falava. O que ele contava, e o que ensinava. As horas sobre a cama, onde

ela era apenas uma bonequinha estúpida com sexo pulsante de mulher e, ainda, com

uma pureza interior que ele sabia capturar e desbravar. Lembrava-se dos significados

que encontrou para a vida, depois que o conheceu. Do nada que sabia, e de tudo que

aprendera, em todos os dias ao lado daquele homem.

E lágrimas quentes se represavam em seus olhos, prontas a explodir. Uma

vontade imensa de chorar, de cair, de se jogar. Vontade de se guardar no colo dele,

como um feto desnutrido, ou uma planta implorando rega, e sentir o perfume cítrico

do início que não existia mais. Pois ele recusava-se a tomar banho, e permanecia

muitos dias com a mesma roupa. Deleitava-se com aquele sofrimento, e com aquele

desterro de tudo.

Contendo o choro, foi até a janela olhar a noite seca lá fora. Desejo que ele a

tomasse nos braços e que a amasse com furor. Que dissesse que a amava. Que a beijasse

como antes. Que pedisse ajuda. Ela não lhe daria sua pena, nem sua compaixão.

Jamais. Mas abriria os braços para acalentá-lo: não como a um bebê, mas como a um

homem profundamente amado.

Então, respirou bem fundo — na intenção de confessar sua dor — pelo fim

do amor deles, e do amor dele por ele mesmo. Linda, nevada, e com a turquesa dos

olhos inigualáveis inundados de lágrimas, virou-se para ele...pois, pungente, era o

seu amor imortal, trancado e abatido no peito. Sentia tudo. Sorria docemente, resignadamente,

mas com o rosto encharcado. A estatueta de bronze permanecia no

lugar, mas a gaveta onde ele guardava a arma, estava perto.

Enquanto ela fumava na janela, ele foi-se empurrando na cadeira, até a cômoda.

Pegou a arma que estava carregada com uma única bala, e escondeu-a sob o

cobertor que aquecia suas pernas mortas — avistando, na semipenumbra, aquela

mulher belíssima com os cabelos escorridos até a cintura. De costas para o tiro certeiro.

Preparada para — finalmente — conhecer a morte da vida. Ele foi até ela e

engatilhou a mira, com a mão trêmula, pingando suor frio.

O tiro foi certeiro. E ela caiu; mas com os olhos ainda moços, ainda ingênuos

— abertos e arregalados — o fitando. Os olhos vivazes, ainda não estavam mortos.

Ele alcançou a garrafa de uísque e o isqueiro dela. Acendeu uma única vez.

E, finalmente tornou negros, os olhos mais azuis que conheceu na vida.

Regozijou-se e embebedou-se, até o despertar de um lindo céu turquesa de

verão...

Que ele, não viu.

Para continuar lendo
Clube do Livro

Quer ler esse conto?

Vem fazer parte do Planeta Roxo, nosso clube do livro de terror e ficção científica. Dois contos originais e um clássico todos os meses.

Ambiente de leitura
Claro
Cinza
Sépia
Escuro
-T
Tamanho de Fonte
+T
Ícone de DownloadÍcone de formato de leitura
Ambiente de Leitura
Voltar ao topo

O hub de Literatura Nacional mais legal da internet. Explore o desconhecido e descubra o inimaginável.

Logo do Planeta Roxo, clube do livro digital da Bilbbo

Clube do Livro digital da Bilbbo. Todo mês novos envios para le.

Entre no clube
Logo Viralume, frente de conteúdo sobre o mercado literário da Bilbbo.

Frente de conteúdo da Bilbbo sobre Literatura.

Ouça
Logo Mini, publicações curtas da Bilbbo.

Mini Contos da Bilbbo que que de pequenas não possuem nada.

Leia agora