A legista de olhos claros

Sci-Fi
Começou, agora termina queride!

Conquista Literária
Conto publicado em
Mirage: Miscelanea de Narrativas Irreais vol. 01

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
A legista de olhos claros
0:00
0:00

Quando o vento batia sobre o exterior do saco a superfície — como uma pele

preta — se mexia num movimento conhecido e por isso fora de cogitação extraordinária.

Por vezes aquilo parecia a respiração ofegante de um bebê ou de outro pequeno

mamífero. O movimento que ao mesmo tempo transparecia repetitivo, acelerado

e tranquilo, ainda assim chamava a atenção de alguns. Quem por ali passava olhava

aquilo com certo ar de desprezo. Olha, percebia o movimento, mas deixava de lado

como se deixa a paisagem. Tudo levava o passante a crer que de fato era apenas

o vento que regia aquela cena de absurda normalidade mesmo que tomado o saco

por duas moscas azuis e ‘zoadentas’ ensaiando piruetas num bater de asas. Em uma

dinâmica excitada ia desenhando no ar e nos ouvido estranhas sinfonias de dor e de

horror.

O saco preto estava a beira do caminho. As duas moscas saíam da superfície

do saco e pousava num seixo a beira do caminho.

Meia hora depois dos últimos que passaram veio o escultor. Parou, se acocorou,

puxou o saco para junto das pernas, desamarrou o cordão da boca e caiu com o

fedor de podre. De imediato pegou o telefone no bolso, discou nervoso e disse para

sua esposa: Encontrei outro cadáver de bebê, banhado num vermelho visceral, chama

a legista dos olhos claros!

Prólogo

Epílogo

Conto

Áudio drama
A legista de olhos claros
0:00
0:00

Quando o vento batia sobre o exterior do saco a superfície — como uma pele

preta — se mexia num movimento conhecido e por isso fora de cogitação extraordinária.

Por vezes aquilo parecia a respiração ofegante de um bebê ou de outro pequeno

mamífero. O movimento que ao mesmo tempo transparecia repetitivo, acelerado

e tranquilo, ainda assim chamava a atenção de alguns. Quem por ali passava olhava

aquilo com certo ar de desprezo. Olha, percebia o movimento, mas deixava de lado

como se deixa a paisagem. Tudo levava o passante a crer que de fato era apenas

o vento que regia aquela cena de absurda normalidade mesmo que tomado o saco

por duas moscas azuis e ‘zoadentas’ ensaiando piruetas num bater de asas. Em uma

dinâmica excitada ia desenhando no ar e nos ouvido estranhas sinfonias de dor e de

horror.

O saco preto estava a beira do caminho. As duas moscas saíam da superfície

do saco e pousava num seixo a beira do caminho.

Meia hora depois dos últimos que passaram veio o escultor. Parou, se acocorou,

puxou o saco para junto das pernas, desamarrou o cordão da boca e caiu com o

fedor de podre. De imediato pegou o telefone no bolso, discou nervoso e disse para

sua esposa: Encontrei outro cadáver de bebê, banhado num vermelho visceral, chama

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