Após muitas de minhas viagens por mundos literários, acabei por conhecer nativos dessas terras que me deixaram completamente encantada por suas peculiaridades, força de vontade e, porque não, sua forma mágica de ser.

Descobrindo Mundos Fantásticos

Quantos de nós viajamos para mundos desconhecidos que habitam a imaginação quando leem? Quantas vezes você já foi cativado por um personagem e desejou poder fazer parte do mundo dele? O quanto você já mudou a sua percepção do todo por conhecer e acompanhar esses personagens?

Sim, todos nós já passamos por uma experiência literária marcante.

Nesta série de posts, quero apresentar alguns personagens que, em seus mundos e ações fantásticas, me possibilitaram uma nova percepção do mundo. Então pegue o seu passaporte, sua mala e uma caneca de café (ou chá) bem quentinho. Hoje serei sua guia turística.

Faremos 5 paradas em 5 mundos fantásticos para conhecer um pouco mais sobre alguns desses personagens que transformaram a minha vida (e a de tantos outros viajantes literários) de alguma forma.

A Peculiar Menina de Fogo

O ano era 1940. Meu guia de viagens na época, Ransom Riggs, me levava para o País de Gales para conhecer um certo Orfanato, onde a Srta. Peregrine cuidava de várias crianças, todas peculiares de certa forma.

De todas as incríveis crianças que estavam lá, a jovem Emma Bloom, foi de longe a que mais me cativou.

Não foi somente o fator de criar fogo com suas mãos que me encantou, mas também a chama que arde no peito de Emma.

Seu espírito aventureiro e sua coragem, mesmo contra os hollows que ela não pode ver, a tornaram uma personagem cativante, mesmo sendo cabeça dura e “esquentada” como é.

A Chapeleira Sonhadora

Calçando minha bota sete-léguas, acabei por parar em Ingary, onde fui recepcionada pela querida e doce Diana Wynne Jones. Enquanto andávamos pela cidade, avistei uma chapelaria muito agradável, com chapéus que pareciam encantados. Minha guia me contou que aquela loja pertencia a uma jovem, a mais velha de 3 irmãs (o que a deixava com uma má sorte tremenda, pois a irmã mais velha nunca está destinada a grandes feitos), Sophie Hatter.

Sophie, muito habilidosa e gentil, acabou por viver com o Mago Howl em seu castelo animado. Muitas pessoas conheciam a história da jovem, porém, não era a versão correta, mas sim a contada por um senhor oriental.

A história, como deve ser contada, me apresentou uma mulher forte, independente e que não teve medo de um mago mimado. Mesmo porque, a própria Sophie sempre foi uma bruxa muito poderosa, ela apenas não tinha se dado conta disso.

O Homem que falava Sol

Em uma noite em volta da fogueira, o contador de histórias da vez, Luiz Vadico, nos contou a fabulosa aventura de um homem que resolveu mudar todo o rumo de sua vida e da humanidade com uma única palavra.

Num mundo onde todos falavam somente a palavra estrela, um homem decide começar a falar sol, e desperta nos outros revolta, indiferença e a chama da mudança.

Enquanto contava esta história, me recordei de todas as pessoas que expuseram suas ideias e tiveram sua voz apagada de alguma forma. Quantas pessoas falaram sol e as fizemos engolir e voltar a falar estrela? Quantas pessoas tiveram coragem de falar aquilo que consideravam correto e mudaram nossas vidas, trazendo sol a elas?

O homem que falou sol é uma das figuras mais inspiradoras que eu tive o prazer de conhecer.

O Menino que brincava com Deuses

Chegando em terras nórdicas encontrei o guia da vez, muito conhecido pelos visitantes daquela região, Neil Gaiman. Fomos visitar uma cabana onde, Gaiman me contou, morou um menino chamado Odd.

Odd, apesar de todas as dificuldades que poderia ter por suas “limitações”, viveu uma das mais incríveis aventuras quando conhece um Urso, uma Raposa e uma Águia. O menino, sempre otimista, ajuda os Aesir a acabar com o eterno inverno e traz a primavera para Asgard e Midgard.

Ok, realmente é uma história incrível. Mas o que torna Odd tão especial perto de tantos protagonistas que vivem aventuras fantásticas? Odd, diferente de tantos personagens que se mantém do mesmo jeito, ou que se adaptam ao ambiente, tem a tarefa mais difícil que todos nós enfrentamos quando crescemos. Nos adaptar a nós mesmos.

No caso de Odd, não somente fisicamente (ele tem uma perna com uma deformidade após um acidente), mas psicologicamente, quando ele se vê tão maduro, otimista e curioso perto dos Aesir.

Ele nos lembra que maturidade, na realidade, é não perder a pureza da criança, por mais duro que os gigantes de gelo ou o mundo sejam.

O Repórter Aventureiro

Fui apresentada a este repórter ainda muito jovem. Por mais que seu criador ( o quadrinista belga Hergé) seja importantíssimo, aqui quem conduziu minha aventura foi a minha mãe.

Sempre tão apaixonada por histórias como Indiana Jones, ela encontrou em Tintim mistérios e aventuras incríveis. Um simples rapaz que queria trazer a verdade a tona, usando somente de sua coragem, seus amigos, e claro, seu fiel companheiro Milu.

Lembro de ter aproximadamente 5 anos quando vi Tintim pela primeira vez. O tom de mistério que rodeava as histórias me cativava e me via apreensiva. Mas ao mesmo tempo, piadas do Capitão Haddock, a genialidade e experimentos do Professor Girassol, e claro, as trapalhadas de Dupond e Dupont, tornavam as histórias, que em sua maioria possuiam uma trama muito densa, bem mais simples.

Estes são alguns dos personagens que me cativaram ao longo dos anos. A lista é imensa e aumenta a cada livro que leio. E você, quais personagem já te cativaram de forma a se tornarem parte da sua vida? Escreva nos comentários, vamos adorar conhecê-los!

Você pode encontrar todos os personagens apresentados aqui nos sequintes livros: