Passeando por diversos posts no Tumblr, procurando algo sobre Orgulho e Preconceito e Star Wars, me deparei com um arquétipo de herói extremamente interessante. E qual foi a minha surpresa ao perceber que, a grande maioria dos personagens de tantas histórias que sempre me chamaram a atenção, fazem parte desse mesmo arquétipo.

Não vou entrar aqui em descrições do arquétipo, que todos podem encontrar no Wikipedia ou em sites de busca com o mínimo clicar de um botão. Prefiro tratar de como esse personagem conflituoso pode se conectar com o seu público.

Conflitante & Apaixonante

Confesso que, grande parte dos heróis byronianos que acompanhei em livros, filmes e séries, são de certa forma, misteriosos, apaixonantes e cativantes em seu jeito mais errado. Acho que, por serem tão fixados em suas verdades, eles se tornam personagens com uma certa fragilidade para o público.

Jamie Lanister era o típico personagem que todos queriam ver morto em Game of Thrones, mas após conhecermos seus conflitos e sua realidade, nos apaixonamos por ele. Nos pegamos torcendo para que ele não morra (o que é meio impossível quando falamos de GoT) e para que ele consiga aquilo que quer, por mais que isso bata de frente com nossos valores e conceitos pessoais.

Podemos explicar, de forma rápida, como esse herói segue seu caminho e suas ações na literatura. Se você estivesse criando seu personagem para jogar D&D,digamos que você colocaria todas as suas rolagens mais altas em carisma. Sem esquecer claro, que o seu alinhamento seria Chaotic Neutral, pois como você conseguirá alcançar seus objetivos se não pelos seus próprios meios?

Parece o típico personagem egoísta, que não poupará esforços para conseguir aquilo que quer. Podemos dizer que poderia ser um vilão fantástico, do tipo que você se sente intimidado e ao mesmo tempo, atraído, como um dos maiores vilões do cinema: Darth Vader.

Mas saiba que as crianças também torceram muito para uma personagem que segue esse modelo de arquétipo, que busca seus ideais e, em certo momento, deixa de seguir o que a sociedade impõe a ela e segue aquilo que acha correto, sem se preocupar com as consequências. Se você está pensando em Elsa de Frozen, você acertou em cheio.

O que apaixona no Herói Byroniano é exatamente isso, o não se importar com as consequências de seus atos, enquanto o herói clássico só se importa com os outros, nosso herói inconsequente só se importa consigo mesmo.

Ele pode, sim, ter a sua redenção como Darth Vader e Elsa tiveram em suas respectivas jornadas.

Mas ele depende de alguém que acredite que esse personagem não está totalmente perdido. Alguém que compreenda sua motivação, mas nem por isso a siga.

Um idealista

Sim, apesar de todo o conflito, toda a paixão, todo o descaso e inconsequência, nosso Herói Byroniano nada mais é do que um idealista. Exemplos neste caso não faltam, e agora você deve estar lembrando de todos os livros, séries e filmes que já acompanhou e identificando em cada um deles esse herói que luta pelos seus ideais. Ideais estes que ele considera corretos, mesmo que os meios para chegar a tal sejam prejudiciais a toda uma sociedade.

O grande problema não é a ideologia. São seus meios.

São diversos os arquétipos de heróis que podemos utilizar para contarmos nossas histórias. Tantas incríveis e infinitas possibilidades de personagens e mundos a se explorar. E o mais fascinante de tudo isso: Não existe regra.

Solte a sua criatividade e leve quantos exploradores quiser para te acompanhar por uma nova jornada com personagens cativantes. Aguardamos por relatos de novas e longínquas terras.