O. Henry - William Sydney Porter

A trajetória e vida de O. Henry

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March 31, 2021
Começou, agora termina queride!

O nome O. Henry era o pseudônimo de William Sydney Porter, simplesmente um dos maiores contistas americanos do século XX. Porter nasceu em 1862, na Carolina do Norte.

Ele iniciou sua carreira literária em torno dos anos 1882, havendo se mudado para o Texas, quando possuía vinte anos de idade. Pouco tempo depois, ali, adquirira um jornal, o The Rolling Stone, que encerrou suas atividades quase em seguida. Porter foi então acusado de desfalque bancário e, para livrar-se das implicações legais de tal caso fugiu para Honduras, onde os Estados Unidos não possuíam tratado de extradição na época, e de onde ele regressou três anos mais tarde – sendo finalmente detido, julgado e sentenciado.

Porter cumpriu pena numa prisão de Ohio durante quatro anos, e foi nesta época que começou a escrever utilizando-se do pseudônimo O. Henry.

Ao ser libertado, mudou-se para Nova Iorque num estado de reclusão quase absoluto, para que não fosse reconhecido, continuando a escrever e logo angariando grande fama em suas histórias geralmente curtas.

Este período, em torno de 1902, foi certamente seu período mais produtivo, chegando a publicar em revistas e jornais mais de 300 histórias curtas que aos poucos foram conquistando o povo americano e legando a O. Henry o título de um dos maiores autores da nação.

A maioria de suas narrativas estão situadas cronologicamente no século XX, seu próprio tempo, e abrangem personagens essencialmente comuns, como policiais, garçonetes, ou simplesmente cidadãos aparentemente sem nada de especial, explorando as mais rotineiras situações do dia a dia, porém com uma visão mais minuciosa e repleta de uma crítica reflexiva implícita.

Um dos pontos mais atrativos em suas histórias são os finais, conhecidos por surpreenderem ao leitor com plot twists imprevisíveis.

O. Henry, ou William Sydney Porter, morreu em 5 de junho de 1910 devido à complicações de uma cirrose no fígado, coração inchado e diabetes, deixando para trás uma filha, Margaret Worth Porter, que tentou carreira como contista, à exemplo do pai, porém não encontrou o mesmo sucesso, abandonando assim a atividade.

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