Em um dia desses estava eu (Gabriel Mo. Macedo) conversando com um amigo escritor de literatura fantástica e ficção, Ricardo Ventura, sobre como estava sendo o início de sua jornada literária. Uma conversa um tanto profunda e muitos comentários que me deixaram surpreso, dentre eles o desabafo de que ser escritor, ainda mais quando se está iniciando, é um trabalho realmente muito solitário. Foi um pronunciamento muito interessante da parte dele pois ele acabará de obter uma incrível conquista, ter seu conto escolhido para ser publicado em uma antologia. Não foi algo fácil, pelo que ele me contou, pois haviam muitos escritores participando dessa seleção.

Toda aquela conversa e aquele comentário em específico me fez pensar sobre o paradoxo que existe nisso tudo. Um escritor que cria mundos e universos solitariamente que por sua vez fazem com que muitas almas se sintam parte de um grupo e acolhidas pelas histórias e seus personagens.

Tratando-se de uma época em que conexões são extremamente importantes para que se possa criar oportunidades e um período no qual as pessoas têm necessitado cada vez mais de boas histórias para inspirá-las a criar realidades diferentes, acredito que, utilizando as palavras do Ricardo, “as pessoas devem se unir para criar”.

Levando os termos utilizados aqui nesse texto até agora para o mundo de negócios, com tudo isso me refiro a networking, e quando falo de networking, falo de conexões que produzam benefícios mútuos. Como eu sempre digo, ser criativo é a capacidade que uma pessoa tem de fazer conexões entre pontos que aparentemente estavam separados e não tinham a menor relação, gerando novas visões e soluções para problemas existentes. Nesse caso estou falando de escritores que se unem para criar histórias, não apenas conectadas consigo mesmos, mas que possuem a capacidade de fazer se relacionarem muitas almas.

Talvez esteja passando pela sua mente que fazer networking seja uma tarefa incrivelmente difícil. Muita calma, caro amigo! Você se lembra da grande conquista do meu amigo Ricardo que mencionei logo no começo desse post?

Pois bem, quero falar um pouco mais sobre uma grande relacionadora: A Antologia.

Basicamente, antologias são o conjunto de várias obras independentes, sejam elas literárias, musicais ou até mesmo cinematográficas, por exemplo. Normalmente antologias literárias são propostas por editoras para que vários novos escritores consigam ter sua primeira obra (conto) publicada fisicamente e comece assim, a fazer parte do universo literário.

O mais bacana não é a antologia em si, mas o que ela causa entre os escritores. Dois fins de semanas atrás eu e a Allyson aqui da Bilbbo fomos ao lançamento da antologia na qual estava presente o conto do Ricardo. Aquele evento nos fez perceber que as antologias são uma ótima forma de iniciar sua jornada literária e criar novas amizades entre escritores além de confirmar o propósito pelo qual a Bilbbo nasceu.

A Bilbbo é uma plataforma literária baseada em crowdsourcing que se propõe a conectar os escritores entre si e com seus leitores além auxiliá-los em sua jornada literária, em outras palavras, os escritores poderão propor suas próprias antologias em conjunto sem depender das concorrências criativas que as editoras abrem e a Bilbbo trabalhará para espalhar as épicas histórias construídas para todos aqueles que tiverem ouvidos para ouví-las.

Como já comentei acima, as pessoas devem se unir para criar!

Pronto para criar conexões com leitores e escritores? Pegue caneta e papel, fortaleça essas conexões e mãos à obra!