Não é de hoje que a maior crítica que grande parte dos autores de contos, livros e histórias escutam é a de que seu "estilo de escrita" lembra muito algum escritor. Isso traz certa frustação aos criativos, que batalham uma guerra incessante para tentar encontrar a sua própria voz em meio a tantas outras, e o mais difícil, fazer com que esta seja ouvida (ou lida no caso).

Passando por alguma experiências como escritora amadora, acabei esbarrando em diversos cursos, posts e artigos sobre como melhorar a sua escrita e dar voz às suas histórias. Todos eles traziam fórmulas mirabolantes, exercícios bizarros, e claro, a promessa de mostrar para você o seu estilo. Sério mesmo? Um terceiro vai me mostrar, realmente, qual é o meu estilo de escrita? Um terceiro que nem sequer chegará a ler alguma obra minha? Pura utopia e ilusão.

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Foi quando em meio a tantos depoimentos de escritores, encontrei alguns que faziam sentido, pois se tratavam de pessoas que passaram pela mesma jornada que eu e tantos outros escritores estão passando. Uma coisa é fato, quanto mais novo você for no mundo da escrita, mais similar as suas referências você será. Pode tentar se desvencilhar, só existe uma forma de mudar isso e se exorcizar dos fantasmas que alimentaram sua escrita de diversas formas: ESCREVENDO.

Sim, em um primeiro momento parece uma dica boba e muito óbvia. Na realidade, é tão óbvia que a maioria das pessoas passa batido por ela. Ela é a dica e o fator mais importante para encontrar a sua voz como escritor.

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Somente ao escrevermos, vamos nos lapidando, dando forma ao nosso estilo e nos polindo de todas os vícios causados por anos e mais anos de leitura de outras obras e materiais que hoje, fazem parte do nosso repertório. Você tirar a sua “escrita ruim” da superfície para chegar até a sua “escrita boa”. E depois de escrever muito, mas muito mesmo, você será capaz de criar, sem vícios ou manias de terceiros, e identificará a sua própria voz como autor.