O termo “Destino” normalmente é utilizado como sinônimo de “Futuro”, de uma situação ou conjunto de acontecimentos que se cumprirão num tempo vindouro, e, normalmente, tem-se por destino algo considerado imutável, como se estivesse, aqui fazendo uso de um expressão popular, “gravado na pedra”. Mas estas conclusões são leigas, e não sintetizam a verdade conhecida pela Alquimia hermética, que diz que o destino está se cumprindo no presente, e não no futuro, estando passível, portanto, de inúmeras alterações, modificando-se e se reconstruindo a cada instante que se passa – já que o futuro é um caminho criado no presente, da mesma forma que o presente foi o resultado de um tempo passado.

Uma das Leis Universais que visam a Ordem Cósmica, chamada Princípio da Equilibração, diz que tudo tem sua contraparte. No caso da linha temporal, isso se aplica onde o futuro, que ainda não está determinado, esteja sujeito à toda sorte de mudanças, enquanto o passado, por outro lado, seja fixo, devendo permanecer intocado. Assim, mudar o fluxo temporal, ou seja, alterar conhecimentos do passado, vai totalmente contra as Leis Universais, constituindo uma ação impossível de ser realizada por um ser humano, por mais poderoso em termos mágicos que seja, o que igualmente se estende aos Seres Etéreos. E é justamente pela impossibilidade de se mudar o que já aconteceu que existem as Profecias, profetas e videntes, que dão a chance para que se mude algo antes de acontecer, garantindo à humanidade que, por exemplo, eventos catastróficos se efetivem.

As Profecias geralmente têm origem Astral, sendo possibilitadas, ou diretamente “enviadas” por massas energéticas de Seres de Luz, oferecendo informações, como relances, de determinados prováveis acontecimentos futuros. O Vidente nato tem o Dom Mágico de “receber” estas informações e, em certa instância, de interpretá-las com grande precisão. Aqueles do meio esotérico que não foram dotados de tal habilidade e buscam acesso a estas intervenções, desenvolveram diversas ferramentas, como o estudo da Cristalomancia, que utiliza os cristais como receptores destas energias, permitindo-lhes visões imagéticas do futuro possível através das pedras – é desse estudo que iniciou-se a ideia da tão conhecida Bola de Cristal. Outra prática utilizada que supostamente também concedia esse conhecimento – embora muito mais obscura que a Cristalomancia – é a Antropomancia, que busca significados de previsão analisando-se as vísceras e entranhas de cadáveres recém-sacrificados, geralmente de mulheres virgens e crianças. E, de fato, com o correr dos anos, inúmeras formas de se realizar Profecias surgiram, algumas com fundamentos mágicos verdadeiros, outras aproveitando-se da “leitura” de eventos e elementos aleatórios para chegar-se a conclusões viciadas, em alguns casos, formulando métodos de previsão realmente risíveis, como a Tyromancia (leitura de queijos), a Cafeomancia (leitura da borra deixada pelo café na xícara) e a Escatomancia (leitura do formato, textura e odor das fezes), além de muitas outras, igualmente absurdas.

Uma das ferramentas de previsão mais antigas, misteriosas e provavelmente entre as mais conhecidas modernamente é o Tarô (ou Tarot, em francês), que consiste num baralho de 78 cartas/lâminas ilustradas, divididas em quatro naipes (ouros, espadas, copas e paus), cada qual com um nome e numeração representando significados e aspectos da vida. As cartas, sendo ativadas magicamente e embaralhadas ao acaso, de acordo com determinadas “tiragens” revelariam eventos futuros na vida pessoal daquele a quem o jogo foi posto. O Tarô caiu no gosto popular particularmente na Europa, à partir do século XIV, porém, suas bases são egípcias, remetendo conhecimentos deixados pelo próprio Hermes Trismegisto, caracterizado como Toth. Mesmo com Significados bem definidos nas cartas, as interpretações que elas reunidas podem gerar nem sempre são de fato corretamente alcançadas, e não é raro que somente verdadeiros Videntes e magos com o Dom da Profecia sejam capazes de “lê-las”.